política

’Zaffa é nosso candidato à reeleição’; Alan comanda MDB de Gravataí e Marco Alba é presidente de honra

O vereador Alan Vieira, presidente da Câmara, assumiu a presidência do MDB para completar o mandato de Sônia Oliveira, ex-secretária da Educação que perdeu a vida em trágico acidente ao lado do marido.

É o maior partido de Gravataí, que comanda a Prefeitura desde 2011 e em 22 projeta a eleição de Patrícia Alba para Assembleia Legislativa e Marco Alba para Câmara Federal.

Marco Alba foi confirmado presidente de honra também por consenso.

Siga os principais trechos da entrevista de Alan ao Seguinte:,nesta manhã.

 

Seguinte: A eleição é um consenso para seguir o legado de Sônia Oliveira?

Alan – A partida da Sônia impactou demais em nossas vidas e no partido. Era nossa rainha, como escreveste. Até abril de 2022 é o mandato dela. O Áureo (Tedesco), que é vice, decidiu se dedicar à Câmara e não assumir e o Jones (Martins) renunciou para assumir como diretor na Sulgás. O Marco (Alba) e o partido viram em mim a pessoas certa para seguir o legado da Sônia.

 

Seguinte: Como evitar que o MDB sofra a implosão interna que acabou com o PT de Gravataí após parecer eterno na Prefeitura?

Alan – Pensando primeiro no interesse público, com dedicação à cidade e objetivo de transformar vida das pessoas, para além das vontades individuais. Nosso governo é um case de sucesso, um modelo de gestão que serve de modelo para o Rio Grande do Sul e o Brasil. Sonho ser prefeito, como todo político que ama sua cidade, mas não tenho a vaidade como premissa. Meu desafio é manter o equilíbrio do partido. Nunca me importei em abrir mão pelo coletivo. Esse é um pensamento consensual no MDB: o interesse público antes de projetos políticos.

 

Seguinte: A principal missão do MDB é eleger Patrícia Alba deputada estadual e Marco Alba deputado federal?

Alan – Sim. Estamos agregando novas lideranças com o entendimento coletivo de que a eleição de 22 é um dos momentos mais importantes da história de nosso partido em Gravataí.

 

Seguinte: Já tuitei sobre o plano de Marco Alba de construir um ‘partidão’, filiando, por exemplo, os vereadores Dilamar Soares (PDT), Bino Lunardi (PDT), Alex Peixe (PTB) e Demétrio Tafras (PSDB). É isso?

Alan – Respeitamos todos os partidos da base. Não estamos fazendo nenhum movimento, mas estamos sempre com as portas abertas para as pessoas que tem ajudado. Sei o tamanho que tem o partido e a responsabilidade que isso traz. Chegamos aqui graças ao Marco. Vencemos a eleição com um candidato desconhecido nas urnas recebendo 52% dos votos. Facilita minha vida tê-lo, meu padrinho político, como presidente de honra, e herdar esse mandato da Sônia, minha madrinha política. Vou consulta-lo sempre. O Marco ajuda e torce muito para o governo Zaffa dar certo.

 

Seguinte: Como avalias o governo de Luiz Zaffalon?

Alan – Me surpreende positivamente a maneira como o prefeito constrói agendas positivas mesmo em pautas polêmicas. Temos um grande gestor, mas também um sincericída, como sempre descreves, que se comunica honestamente com a cidade. Sabemos como está governo e para onde o governo vai. A estabilidade na base parlamentar, que eu e o Alison (Silva, líder do governo na Câmara) cuidamos muito para manter, é consequência dessa lealdade do prefeito com seus apoiadores. Muita gente acha que a Câmara está chata, tudo muito tranquilo, mas não sou da polêmica. Conduzo minha gestão na Câmara e assim o farei também no partido.

 

Seguinte: Essa vocação para conciliação pode manter no partido o vereador Clebes Mendes, que está sob processo de expulsão desde o ano passado?

Alan – É delicado esse ponto. Me dou muito bem com o Clebes, mas como sucessor vou sempre me perguntar o que Sônia faria. Há fatos difíceis de superar, questões de lealdade política, que aconteceram no período eleitoral após a convenção. Cada um escolheu seu lado, que se busque a felicidade. Não acho justo gastar energia com quem não quis estar com projeto que fazia e faz a cidade evoluir. Pauto-me muito pela lealdade. Estava junto quando Gravataí era a cidade dos buracos e sigo aqui quando Gravataí é a cidade de maior progresso no Rio Grande do Sul e entre as que mais se desenvolvem e atraem investimentos do país.

 

Seguinte: Em sua visão é inegociável uma candidatura própria do MDB ao Governo do Estado?

Alan – Inegociável. Não tem como ser de outra forma. Acompanho a deputada Patrícia Alba em sua independência na Assembleia. Ajudamos o governo do Eduardo Leite, mas conforme a vontade das urnas defendemos pautas políticas diferentes, como a contrariedade ao aumento no ICMS, por exemplo. Sempre defendo um MDB protagonista, diferente do que caracteriza o partido nacionalmente.

 

Seguinte: E nomes para o Palácio Piratini?

Alan – Temos o Sartori (José Ivo, ex-governador), que é uma unanimidade, o Marco, que é um case de gestão…

 

Seguinte: Confirma que o presidente da Assembleia Gabriel Souza é o preferido de Leite, caso apoie uma candidatura do MDB?

Alan – O MDB não pode ficar a reboque do PSDB, de uma possível aliança. É muito “se”. Se Leite for candidato à presidência e apoiar o MDB será maravilhoso, mas e se perder as prévias e apoiar o Ranolfo (Vieira Jr., vice-governador), a quem lançou ontem pelo PSDB?

 

Seguinte: Sei és ‘nem-nem’, nem Bolsonaro, nem Lula, no que se costuma chamar de "polarização nacional". Acreditas em uma terceira via? Onde estaria Alan em um segundo turno entre Bolsonaro e Lula?

Alan – O MDB sempre teve compromisso com o diálogo, coisa que as duas vias hoje mais bem colocadas nas pesquisas não demonstram esforço para fazer. Uma terceira via seria importante para o debate nacional, para mostrar que há vida além dos dois extremos. Sobre o segundo turno tenho agora a responsabilidade da presidência: serei leal ao que o partido decidir. Entendo tua vocação para a polêmica, mas acho cedo para antecipar. Calma.

 

Seguinte: A política tem seus símbolos: ao ser presidente da Câmara e assumir a presidência do partido demonstra estar dando um passo à frente na fila para um dia disputar a Prefeitura.

Alan – Certamente, o que muito me honra. Comecei a viver o partido aos 17 anos e já são 18 de militância. Acho que represento um filho do MDB de Gravataí, passei pela juventude, por cargos municipais e estaduais, venci eleições nas urnas e muito me orgulha ser afilhado do Marco, da Patrícia e da Sônia. É uma grande responsabilidade assumir um partido que vive seu ápice e pode ainda mais. Quero um dia ser prefeito, mas em 2024 o Zaffa é nosso candidato a reeleição. Ele vai definir a vida dele. Como presidente trabalharei por um partido cada vez maior e harmônico, colaborando com um governo que faz entregas à população, nunca pensando em fila. Preparado estou.

 

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