veraneio das urnas

Sadao, mais uma vez, contra todos eles

Sadao Makino e Ivan Misiuk na convenção do PSTU nesta segunda

Além de repetir Sadao Makino e Ivan Misiuk, a única chapa mantida da ‘eleição que não terminou’, o PSTU de Gravataí vai reafirmar como bandeiras no ‘segundo turno’ a "greve geral" e o “fora todos eles!”.

– Hoje está colocada a necessidade de construirmos uma greve geral no país para barrarmos os ataques aos trabalhadores com a reforma da previdência e trabalhista de Temer, Sartori e Marco Alba (PMDB) – discursa o candidato, escolhendo como alvo primeiro a candidatura à reeleição.

 

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O partido, que promoveu convenção na noite desta segunda-feira, divulgou um manifesto sobre o ‘veraneio das urnas’, daquele jeitão onde a causa está acima da realidade de uma eleição, e não faz diferença para a luta de classes divulgar foto de olhos fechados.

Abaixo, na íntegra.

 

MANIFESTO POR UMA GRAVATAÍ DOS TRABALHADORES

Queremos a cidade nas mãos dos trabalhadores e do povo pobre!

O ano de 2017 já inicia com um novo processo eleitoral em Gravataí, com eleição em 12 de março e a campanha eleitoral será em fevereiro.

As novas eleições vão ocorrer pelo fato do prefeito eleito Daniel Bordignon (PDT), teve sua candidatura rejeitada pelo TSE por improbidade administrativa.

Essas eleições vão ocorrer em meio ao aprofundamento da crise econômica e política, em meio ao grande rechaço da democracia dos ricos pela classe trabalhadora, e o início da crise social.

Nas últimas eleições os partidos tradicionais repetiram as mesmas promessas de sempre e após o fim do processo eleitoral aprofundaram os ataques aos trabalhadores que em sua maioria não se sentem representados por nenhum político.

O desemprego no Brasil já atinge 22 milhões de pessoas, segundo o IBGE. É muita gente! A inflação está na porta, ninguém mais aguenta pagar as contas. Seja do arroz e do feijão no supermercado, da luz, o gás e a passagem de ônibus. E quem não está com alguma dívida hoje?

Para resolver essa crise os governos e os patrões querem jogar a conta nas costas dos trabalhadores. No sistema capitalista para garantir lucros, os patrões demitem, tiram direitos e querem nos fazer trabalhar até morrer. A dura realidade dos trabalhadores não pode ser resolvida a cada dois ou quatro anos pelos mesmos partidos que governam esse país e a cidade há anos.

Por isso nossa campanha para essa nova eleição parte de uma necessidade imediata: organizar a GREVE GERAL para barrar a retirada de direitos e colocar pra FORA TODOS ELES!

Apresentamos nossa candidatura com independência de classe e a serviço das lutas da classe trabalhadora que enfrenta a crise do capitalismo com desemprego, salários arrochados, ataque aos direitos e a nova reforma da previdência. Que além das demissões em massa de operários e operárias nas fábricas da cidade, enfrenta a insegurança e o crescimento da violência contra as mulheres e a criminalização da juventude negra e pobre.

Na última eleição em todo Brasil houve uma abstenção recorde, que somada aos votos nulos e brancos, ultrapassou a quantidade de votos dados aos candidatos na maioria das capitais – essa avalanche aponta o enorme rechaço às eleições, aos políticos, aos governos e aos seus planos de jogarem a crise nas costas dos trabalhadores.

A Greve Nacional Metalúrgica no dia 29 de setembro do ano passado que parou mais de 600 mil metalúrgicos em todo país, algo inédito, aqui em Gravataí os trabalhadores da GM também pararam a produção nesse dia, as ocupações de escolas pelos estudantes, a resistência dos professores e funcionárias estaduais com salários parcelados, as manifestações no Morro do Coco pedindo água apontam a disposição de resistência e enfrentamento da classe trabalhadora aos ataques dos patrões e políticos.

Nossa luta é lado a lado dos que resistem, pela melhoria das condições de vida da classe trabalhadora que produz toda a riqueza e nada recebe das políticas dos governos federal, estadual e municipal. 

Os trabalhadores têm direito a salário digno, atendimento a saúde de qualidade quando precisarem, a educação e creche para seus filhos, direito a lazer e transporte público bom e barato. Tudo isso é possível quando a própria riqueza que os trabalhadores produzem seja investida para isso.

Vamos nessas eleições apresentar um projeto para construir um governo que garanta essa condição de vida às trabalhadoras e trabalhadores apoiado nos Conselhos Populares, instrumento surgido das lutas e mobilizações da classe que construa uma GREVE GERAL para colocar para FORA TODOS que governam contra os trabalhadores.

O voto no PSTU é um voto em outro projeto de vida para a classe operária, pros trabalhadores e pra juventude pobre. É um voto de protesto em defesa dos nossos direitos e contra os ataques, um voto que fortalece a luta diária da classe trabalhadora contra o capital.

Não recebemos dinheiro de empresas e nem de banqueiros, nossa campanha é financiada pelos trabalhadores. Nossa militância não ganha um real e está na rua por um ideal.

Sua contribuição é de grande importância! Contribua! Convidamos você para a campanha! Venha construir o PSTU!

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