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Quem ganhou o debate? | Opinião

Assisti ao debate dentro do estúdio, ao lado dos candidatos, como mostra a foto do colega Gabriel Diedrich, do Jornal de Gravataí, que também perguntou aos prefeituráveis

Quem ganhou o debate?

Foi a pergunta que mais ouvi ao vivo, pelo celular ou via whatsapp desde que as quatro câmeras foram desligadas nos estúdios da TVE, na noite desta terça.

Como o Seguinte: participava questionando os prefeituráveis, assisti ao debate a menos de três metros das seis candidaturas.

Pude ouvir aqui e ali as conversas dos bastidores e sentir a expectativa esquentando com as luzes quando os segundos para entrar no ar eram anunciados pela produção.

Eles e elas nervosos, mesmo os mais experimentados nestes ‘mata-matas’ da política, porque sabedores que na hora do close, entre o contador do tempo e a menina que faz a tradução da linguagem em libras, a expressão de seus rostos, a modulação da voz e o jeito de traduzir as idéias em palavras, impacta tanto nos telespectadores, quanto no estado de ânimo das torcidas na campanha.

Os quase 5 mil comentários postados durante a transmissão, muitos feitos por internautas identificados com os números das candidaturas em seus avatares do facebook, ou pelos ‘isentões’, traduziram bem isso.

Li quase todos, revendo o debate online na madrugada.

Não é exagerado dizer que há um senso comum sobre a participação dos candidatos, pelo menos nas redes sociais e conversas entre os espectadores.

Rosane Bordignon (PDT) foi muito mal. Lembrou Dilma nervosa em seu primeiro debate, buscando de qualquer forma ligar-se, como a um Lula, ao marido Daniel Bordignon.

Anabel Lorenzi (PSB) foi muito bem, talvez um pouco agressiva, mas blindada por não ser governo e poder surfar em críticas e promessas permitidas apenas a quem está na oposição.

Previsivelmente alvo de um ‘todos contra um’, Marco jogou pelo empate, mostrando domínio sobre a gestão e os números, e justificando com as dívidas do passado sua ausência das ruas e a demora para o governo engrenar, parecendo satisfeito em levar as adversárias para as cordas.

Nas candidaturas periféricas, ao menos pela votação que fizeram na ‘eleição que não terminou’, Valter mostrou-se um intelectual de esquerda, com os prós e contras que isso instiga nas pessoas.

Rafael foi uma Luciane Genro de calça e camiseta em defesa da TV pública.

E Sadao Makino um Dom Quixote, sonhando em fazer na aldeia a revolução.

O dia seguinte ao debate parece mostrar que Marco pode ter identificado que viralizando no facebook a má participação de Rosane talvez ajudasse Anabel a crescer.

Algo como um ‘efeito Rigotto’, ou ‘efeito Sartori’, eleitos silenciosamente em meio a uma guerra midiática entre Tarso e Britto, em 2002, e Tarso e Ana Amélia, em 2014.

Para a reeleição, o melhor cenário é o de hoje, com a oposição, ou a ‘esquerda’, dividida entre duas candidaturas fortes.

Não o ajuda um plebiscito, um ‘sim ou não’ ao governo, um ‘todos contra ele’.

Pouco se viu de ataques ou memes de deboche vindo da campanha de Marco contra Rosane, ainda.

Como o debate foi na TVE, onde apesar do alcance de 20.336 visualizações no facebook uma atração dificilmente vai muito além do traço na audiência, a maior repercussão depende das trincheiras do facebook e da capacidade dos candidatos convencerem os eleitores do ‘eu ganhei’.

Possivelmente, se o debate fosse na Globo a campanha de Rosane restaria comprometida.

É a minha opinião.

O leitor pode tirar a sua assistindo ao debate clicando aqui.

 

Mais sobre o debate

 

Ainda hoje, e nos próximos dias, o Seguinte: publica mais reportagens e análises sobre o primeiro debate do ‘veraneio das urnas’.

 

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