crise do coronavírus

’Médico atleta’ de Cachoeirinha, que quase perdeu a vida para COVID, defende vacina

Alexandre Ricciardi é médico plantonista da UPA 24H 

O médico plantonista da UPA 24H Alexandre Ricciardi, de 48 anos, é um defensor da vacina contra o COVID-19. O servidor municipal foi um dos cinco primeiros trabalhadores da Saúde a receber a dose em Cachoeirinha. Após ficar entre a vida e a morte, com falência respiratória devido ao vírus, ele foi salvo por um tratamento inovador, a tecnologia chamada ECMO, uma forma de oxigenação por membrana extracorpórea.

O “pulmão artificial” possui uma bomba que faz circular todo sangue para fora do corpo, regressando então, à corrente sanguínea. Devido complicações causadas pelo novo coronavírus, o pulmão de Alexandre não conseguia mais realizar a troca de oxigênio necessária para a manutenção das funções vitais. Ele ficou conetado ao sistema por sete dias até seu organismo reagir.

– Sempre fui praticante de esportes, quase um atleta, treinei judô 10 anos, e outras artes marciais, nadava durante 12 anos, fiz musculação desde os 19 anos, então eu tinha um bom preparo, uma boa estrutura muscular. Perdi 21 quilos, mas como eu tinha massa pra queimar consegui aguentar o tranco. Depois disso fiz fisioterapia motora, terapia respiratória. Não tenho sequelas, já recuperei meus 21 quilos – conta o médico, que diz ter muita sorte, além da intervenção divina e da expertise dos seus colegas.

Ele fez a vacina contra o COVID-19 no dia 19 de janeiro e já se prepara para receber a segunda dose.

– Não senti efeito colateral nenhum. Acho fundamental as pessoas se vacinarem. A vacina traz o que chamamos de imunidade de rebanho ou imunidade coletiva. Temos que estimular as pessoas a tomarem a vacina, temos que acreditar nas vacinas. Existem pessoas que trabalham muitos anos com a pesquisa imunológica para gerar mecanismos de vacinas que sejam adequadas a sua finalidade. Fiquei muito feliz com a que recebi, a Coronavac. Elas têm um índice muito grande de proteção contra casos graves – alerta ele. 

Para Alexandre, até que toda a população seja vacinada, é preciso manter os protocolos de segurança:

– Não podemos deixar isso de lado. Temos um inimigo ardiloso, uma patologia que não conhecemos totalmente ainda, mas a ciência, em prol do bem comum, vai conseguir debelar esta situação.

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