a nossa atleta

Lyara Medeiros é a nossa representante no vôlei do Brasil

A jogadora da Seleção Brasileira de Vôlei Lyara Medeiros foi apresentada como uma das levantadoras do São Cateano, no interior paulista, quinta-feira

O São Cristóvão Saúde/São Caetano apresentou, nesta quinta-feira (1º), seu elenco para a temporada 2017/18 no Ginásio Lauro Gomes, em São Caetano do Sul, interior de São Paulo. Entre as novidades está uma jovem promessa do esporte nacional, a levantadora Lyara Batista Medeiros que no próximo dia 19 de setembro completa 21 anos.

A atleta, nascida em Porto Alegre e moradora de Cachoeirinha desde os oito anos, é filha dos funcionários públicos Loy Alves Medeiros (do estado) e Márcia Sousa Batista (federal). Ela terminou o Ensino Médio em 2013 e projeta cursar Jornalismo para ser nossa colega – com foco na cobertura esportiva.

Jogando vôlei desde os 12 anos, Lyara já passou pelo futebol, ballet, capoeira, ginástica olímpica e, na escola, chegou a experimentar basquete e handball. No vôlei propriamente, ela conta que iniciou quase como uma brincadeira. Lyara assistia à mãe, Márcia, jogando vôlei com as amigas.

Vez por outra ela entrava em quadra para participar da brincadeira e como demonstrou aptidão e interesse os pais resolveram que ela deveria frequentar a escolinha de vôlei da Sociedade Ginástica de Porto Alegre, a famosa Sogipa.

— Eu fui lá, gostei e nunca mais parei — disse ela para o Seguinte: na semana que passou, ainda na casa da avó Matilde, no bairro Granja Esperança, em Cachoeirinha, antes de viajar para São Paulo e assinar o contrato com o São Caetano.

Observada por uma toda babona tia e madrinha, a professora Mariane Batista, a jogadora conta que logo que iniciou não pensava em seguir a carreira de atleta. E garante que “quando se deu conta” já era uma jogadora.

— Foi acontecendo — resume.

 

A carreira

 

Aqui pelos pampas Lyara Medeiros atuou de 2011 a 2013 na Seleção Gaúcha de Vôlei e, em São Paulo, iniciou no Bradesco/Osasco (cidade de Osasco) e depois de 2015 até o começo deste ano no Vôlei Bauru (cidade de Bauru).

Na Seleção Brasileira a atleta de Cachoeirinha joga desde a formação da primeira seleção infantil, em 2011. Já, de cara, conquistou o primeiro torneio internacional, disputado no Uruguai. Depois passou pelas categorias infanto (2012/13), juvenil (2014/15) e sub-23 (2016/17).

— Estou na expectativa de ser convocada de novo para a seleção e disputar o Campeonato Mundial que vai ser em setembro. Só não sei qual pais vai ser, ainda — conta, ocupando praticamente todo um sofá de três lugares com seu 1,80 metro e seus 67 quilos.

 

A turista

 

Como jogadora de vôlei Lyara diz que realizou um de seus sonhos, que é conhecer outros países. Já passou, por exemplo, pela Argentina, Uruguai, Colômbia, Peru e Chile na América do Sul. Também esteve na Guatemala, em Porto Rico, nos Estados Unidos e Itália.

E acrescentou Inglaterra e França na lista de países que já visitou.

— Só que não fui como jogadora, com, um time ou pela Seleção Brasileira. Fui como turista mesmo, por conta própria — diz, garantindo que se sente realizada com a profissão e feliz com a possibilidade de alcançar um de seus objetivos, de conhecer o mundo.

 

: Lyara, de Cachoeirinha, recentemente esteve na Europa: à esquerda, em Londres e, à direira, Paris

 

Próxima meta

 

O que Lyara tem pela frente traçado como meta não é muito fácil. Pelo menos para os pobres mortais que nunca jogaram vôlei. Ela quer se manter na Seleção Brasileira, quer ser convocada para integrar o grupo principal, e mais do que isso: quer disputar uma Olimpíada.

Nem ela acredita que estará nos Jogos Olímpicos de 2020, e explica que para chegar à Seleção Principal é muito difícil. Há uma disputa muito grande entre atletas de todo o Brasil. Tanto que, por exemplo, atualmente só tem uma jogadora gaúcha no grupo principal, a ponteira Fernanda Garay, nascida em Porto Alegre.

Ela, Lyara, é a única do Rio Grande do Sul que estava – e para onde ela quer voltar – na Sub-23. Na posição dela, então, as barreiras a serem superadas são ainda maiores.

— É uma posição que exige raciocínio rápido, muito treino, análise dos adversários. Para chegar a ser levantadora da seleção, isso só acontece quando a jogadora já tem entre uns 28 e 30 anos, que é quando se está no auge da experiência. Para as outras posições, a idade média de quem chega à seleção principal fica na faixa dos 24 ou 25 anos — explica.

 

Mundo dos sonhos

 

Para alcançar estes objetivos Lyara conta que pega pesado. Os treinos acontecem de segunda a sábado, ou seis dias por semana, nos períodos da chamada ‘baixa temporada’. Em época de campeonato os treinos chegam a ser realizados nos sete dias da semana, pela manhã, à tarde e, se possível, durante um pedaço da noite.

Pela manhã os treinamentos normais se resumem à academia, com exercícios para ganhar – ou manter – a força física e manter – ou perder – peso. Na parte da tarde as vezes acontecem os treinos táticos ou os táticos, depende da forma de trabalho de cada treinador.

A essa rotina ainda se deve somar exames médicos, psicólogos, horas pré-determinadas de repouso e assistir a muitos – muitos mesmo! – jogos de vôlei, de preferência das equipes que podem ser adversárias em, um ou outro campeonato, e das melhores equipes do mundo.

— Sempre há o que se aprender. É preciso observar como as melhores jogam, como elas fazem — ensina.

Toda essa dedicação é para alcançar ‘nuvens’ ainda mais altas neste ‘mundo dos sonhos’.

Agora, por exemplo, recém chegada ao São Caetano, Lyara se integra ao grupo para o início dos treinamentos – que normalmente começam em junho visando a Superliga de Vôlei, a partir de outubro. Até lá, deve disputar o Campeonato Paulista e a Copa São Paulo de Vôlei.

 

: Jogadora de Cachoeirinha, Lyara quer estar na Seleção Brasileira Sub-23 e disputar o mundial deste ano

 

O São Caetano

 

1

O clube é tradicional no cenário do vôlei nacional e conhecido por revelar grandes talentos para o esporte. É um dos poucos a disputar todas as Superligas, principal campeonato do voleibol #feminino.

 

2

Para a nova temporada o São Caetano contará com um elenco jovem, média de idade de 24 anos. As levantadoras são Lyara Medeiros, titular da Seleção Brasileira Sub-23 na temporada 2016-17, e Ana Flávia, 20 anos, titular da equipe Sub-21, que disputa o Campeonato Paulista pelo clube e está há três anos na agremiação.

 

3

É um time jovem, mas com muitos talentos e todas foram escolhidas a dedo. Nós esperamos fazer uma boa temporada e classificar para os playoffs na Superliga. Nosso objetivo este ano é montar uma base para as próximas temporadas, segundo o técnico Hairton Cabral.

 

4

Já a supervisora Marina Miotto acredita que o sucesso de um time é ter um grupo. Para conseguir bons resultados é preciso ter equipe e nesta temporada O São Caetano tem um bom grupo, segundo a supervisora.

 

5

O São Cristóvão Saúde/São Caetano vai disputar os Jogos Regionais, Campeonato Paulista, Jogos Abertos e Superliga 2017/18, e renovou o patrocínio por mais um ano com o Grupo São Cristóvão Saúde.

 

Tia ‘coruja’

 

Quando está por casa, em Cachoeirinha, Lyara conta com os serviços de transporte da tia e madrinha ‘babona-coruja’, a professora Mariane Batista. A jogadora tem habilitação para dirigir, mas ainda não comprou carro.

— Carro para quê? Ela passa mais tempo dentro de avião do que num carro — inflama-se a ‘motorista particular’ da atleta e sobrinha.

Mariane, aliás, não poupa esforços e não economiza dinheiro quando se trata de assistir ao vivo os principais jogos para os quais Lyara está escalada. Ela já foi assistir à sobrinha em vários estados brasileiros e até campeonatos acompanhou em outros países sul-americanos.

A propósito, foi Mariane quem agendou a entrevista de Lyara para o Seguinte:.

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