opinião | convenção do psb

Anabel contra o coronel e o general

Anabel, em foto simbólica para quem quer se mostrar acima do personalismo que imputa aos adversários

Sob o calor dos brasilites do Laço da Amizade, o apelo por um lugar ao sol numa política da aldeia que é dividida há três décadas pelo GreNal entre Daniel Bordignon (PDT), Marco Alba (PMDB) e seus ‘postes’.

Abrindo caminho entre as bandeiras, mãos dadas com o vice Dilamar Soares na convenção que confirmou-a candidata à prefeita, Anabel Lorenzi foi para o front das palavras para colocar-se como alternativa ao “coronel” e ao “general” no ‘veraneio das urnas’ de 12 de março.

Mesmo que costumeiramente use expressões dóceis como “nossa amada Gravataí”, em seu ‘eu eleitoral’ a socialista se apresenta a uma larga distância do ‘coração’ de Rigotto, ou do “meu partido é o Rio Grande”, de Sartori, campanhas de terceira via embrulhadas em afagos e, a quem quis acreditar, despidas de ideologia.

Anabel é incisiva.

Com a mesma coragem com que expõe sua posição de esquerda, esforça-se para demarcar diferenças e ferir os adversários no que julga seus pontos fracos.

– De um lado, temos o candidato rejeitado pelas urnas, que faz obras eleitoreiras às vésperas da eleição, e de outro aquele que pela terceira vez não pode concorrer e apresenta um fantoche. O povo não vai errar de novo – comparou, reproduzindo ao vivo um enfrentamento que tem feito diariamente pelo facebook e que permeou os discursos, desde o vice Dilamar, “chega de deuses e generais, com suas práticas coronelistas”, até o presidente estadual Beto Albuquerque como o ‘policial malvado’, “um saiu comprando apoios com cargos, outra é candidata porque alguém mandou”, e o prefeito de Cachoeirinha Miki Breier como o ‘policial bonzinho’, “já fizeram coisas boas pela cidade, mas o tempo deles passou”.

– A pluralidade de nossa aliança, que sofre tantos ataques, é o que faz a nossa força – disse Anabel, referindo-se ao grupo de oito partidos (PSB, PSD, PCdoB, PPL, PSC, PSDC, PTdoB e PHS), que permite o apelido de ‘marxsdonalds’ ao aproximar comunistas, liberais e conservadores.

Em sua maioria, outsiders da política conduzida, nos melhores e piores momentos, pelos dois capos adversários.

– Hoje podemos não ter muita gente aqui, em meio a um feriadão, mas há muito simbolismo – alertou Anabel, sobre apoios vindos das coligações adversárias, como o PCdoB, que não aderiu a Rosane Bordignon, e Mano Changes (PP), que em vídeo (mesma forma que se manifestou Danrlei de Deus) negou apoio à reeleição e abriu voto para ela.

Com exceção de uma passagem rápida no discurso de Dilamar, que falou no “ataque especulativo” que sofria o PSD, para Anabel pareciam não ter existido Levi Melo, candidato a prefeito e por 10 dias seu vice, até desistir para apoiar Marco, e Dimas Costa, vereador mais votado da oposição e que, horas antes, abrira apoio a Rosane Bordignon.

Procurou valorizar os vereadores Paulo Silveira, Carlos Fonseca, Wagner Padilha, Bombeiro Batista e o próprio Dilamar, a pessoa que mais fala com ela, da manhã à noite, desde sua indicação ao vice.

Para além dos ataques, a professora e ex-vereadora que tem como principais experiências de gestão a Presidência da Câmara e a 28ª Coordenadoria Regional de Educação apontou como modelo para governar o início da administração do ex-marido:

– Miki assumiu em um dia, no outro já estava na rua ouvindo o povo – resumiu, prometendo “um governo de quatro anos”, não de dois em dois anos, pensando na eleição seguinte, como imputa às administrações comandadas pelos adversários.

No virtual e no real, Anabel mostra que não fará uma campanha bela, recatada e do lar. Os adversários conhecerão a ‘boa moça’.

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