causos de prometeus

A mordida no salário do assessor

Detalhe da pintura Cristo Carregando a Cruz, de Hieronymus Bosch

Em Prometeus, uma das 63 luas de Saturno, já pesa uns 7 quilos a papelada da investigação do Ministério Público de lá sobre o rachide nos salários da Câmara Baixa.

A coisa não seria apenas uma inocente caixinha para os assessores racharem a gasolina.

O golpe teria contornos empresariais, com uma movimentação financeira entre R$ 300 mil e R$ 400 mil, a cada quatro anos de mandato, para o político que confisca uma parte dos salários dos assessores.

Não se perdoaria nem o 13º e o terço de férias.

Pelo menos um paralamentar estaria fazendo a promotora responsável pelo caso brilhar os olhos quando promete estourar essa prática tão hereditária quanto a morte.

Os depoimentos indicariam que a fatia que fica para o ungido pelas urnas é sempre a maior.

E não seria caso só de dinheiro escondido na cueca e na calcinha. Haveriam dentadas com recibos de caixas eletrônicos e empréstimos contraídos e pedalados em prestações.

Além das delações, que estão na moda, é sempre bom lembrar que hoje todo mundo tem um celular que grava e filma com qualidade de cinema, como diziam Pedro e Luciana.

A torcida pela nossa heroína é grande. Mas muitos adeptos da Lei Vampeta, do “eu finjo que te pago e tu finge que trabalha”, dormem tranquilos e arrotam por aí que não vai dar em nada, sabedores de que o povinho que aceita isso é quase sempre um cão que não morde e nem balança o rabo.

E, afinal, todo ladrão corre riscos.

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