política

Polícia recebe denúncia de fabricação e venda em Gravataí de produtos com apologia nazista; O vizinho ’Monark’

A Delegacia de Polícia Civil de Combate à Intolerância vai investigar denúncia de que produtos que fazem apologia ao nazismo são fabricados em Gravataí e comercializados pelo Mercado Livre.

A denúncia à DPCI foi feita ao meio dia desta segunda-feira pelo vereador de Porto Alegre Leonel Radde (PT), que pertence ao grupo de policiais antifascistas e já investigou grupos neonazistas como policial civil.

O parlamentar identificou patches, que são bordados aplicados em roupas e foram moda nos anos 90, com inspiração em símbolos nazistas.

Nos prints anexados no B.O. há artes com referência à SS (Schutzstaffel), a polícia nazista, organização mais radical e ideologicamente engajada e responsável pelos horrores do Holocausto. Em uma postagem da empresa gravataiense no Mercado Livre o vereador confirma a oferta de, por exemplo, “Patch Bordado Schutzstaffel Divisão Panzer SS 8×8 Mlt226”.

– O Mercado Livre compactua com o Nazismo? Esses produtos estão sendo vendidos de forma aberta no site, produzidos em Gravataí. É apologia – cobra, em entrevista ao Seguinte:, o político que, em seu gabinete, faz monitoramento de redes de ódio, o que já lhe custou ameaças de morte e divulgação de dados pessoais por hackers.

Em março do ano passado um homem de 25 anos foi indiciado pela Polícia Civil suspeito de ameaçar o vereador no final de 2019, quando o parlamentar atuava como policial civil e apurou a ação de grupos neonazistas em Canoas.

Até o fechamento do artigo o fabricante dos patches não retornou ao contato feito Seguinte:, feito pelas suas redes sociais. Sua última postagem aberta no perfil de Facebook onde identifica o nome da loja foi feito em 1º de julho de 2021.

A apologia do nazismo pode ser enquadrada na Lei 7.716/1989, segundo a qual é crime: “…Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo. Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa…” e “…Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Pena: reclusão de um a três anos e multa – ou reclusão de dois a cinco anos e multa se o crime foi cometido em publicações ou meios de comunicação social…”.

A lei é respaldada pela própria Constituição de 1988, que classifica o racismo, e desde 1997, a referência ao nazismo, como crime inafiançável e imprescritível.

Ao fim, nestes tempos trevosos, Monark pode ser seu vizinho; criminoso, imbecil ou desinformado – o que quero crer é o caso do gravataiense, cujas postagens que pesquisei não demonstram qualquer simpatia ao nazismo. No perfil apenas posts com a família, sem referências ideológicas ou políticas, ao menos no conteúdo aberto nos últimos 4 anos.

Participe de nossos canais e assine nossa NewsLetter

Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Conteúdo relacionado

Emocore Rave

Expansionismo genético Votem no clichê sagrado Em edição americana Sempre haverá uma Salém Ossos no fundo do poço Carne new wave Emocore rave Para o mal Para o bem.

Leia mais »