política

O vereador de Gravataí Evandro Coruja comete delinquência intelectual; O Japonês da Federal

O vereador Evandro Coruja (PP) convidou há pouco, em pronunciamento na Câmara, para ato bolsonarista no 7 de Setembro, 10h, no Parcão de Gravataí. Reputo, por suas justificativas, delinquência intelectual.

Salvo engano, acredito que aquilo que o parlamentar defendeu ele acredita, para além das fake news de tiozão de zap.

Inimputável, ou burro, gado talvez, não posso considerá-lo, porque seria exótico, se não assustador, ter um funcionário público aprovado em concurso que assim possa ser descrito.

Esse senhor, para os tantos que não lhe conhecem, apresentou-se nas urnas com a alcunha de ‘Policial Federal Evandro Coruja’.

Disse o PF na tribuna nesta quinta-feira que os atos notoriamente golpistas, ao menos para seus führers, são em “defesa da liberdade”.

Reclamou da “ditadura do judiciário”, evocando Ruy Barbosa, que mesmo lembrado como republicano, por morto não apaga seu legado de passador de pano para o escravagismo.

‘Denunciou’, em suas palavras, “inquéritos ilegais” e “censura” ao “direito constitucional de opinião”.

É tudo mentira.

A liberdade tem seus limites constitucionais.

Se o senhor, Policial Federal Evandro Coruja, resolvesse, por seu gosto, usar sua pistola funcional em mim, ou outra que não tivesse registro, até poderia, conforme sua ‘liberdade’, mas a Constituição, o Código Penal, não lhe garantiria esse ‘direito’.

Da mesma forma, o senhor pode me processar por descrevê-lo como um ‘delinquente intelectual’. A democracia garante. Se a justiça considerar que cometi um delito de opinião, pago eu. 

Mas, frente à juíza Luciana Barcellos Tegiacchi, vou listar todos os artigos da Constituição e do Código Penal que sustentam que eu estou certo e o senhor errado. O que me entristece, não orgulha.

Não por provocação apresentarei arrazoado do último domingo do ministro do STF Ricardo Lewandowski.

Grosseiramente explicando, o Supremo abriu inquérito, não ações penais. O senhor deveria saber, como concursado de uma das instituições que pressupõe abarque as maiores inteligências da criminologia brasileira: a PF.

Ninguém foi censurado no Brasil, apenas páginas de fake news que promovem um negacionismo fatal estão sendo investigadas, suspensas cautelarmente e, pesquise, como réus confessos apagaram seus conteúdos.

Vou avançar agora em um terreno que faz tanto mal a mim, quanto acredito que ao senhor, mas como reportei em Vereador de Gravataí luta pela vida: colega ’medicou-o’; Parem com curandeirismo, por favor! eras um defensor do charlatanismo do ‘kit covid’ no período em que o presidente de seu partido foi a óbito.

Respondessem frente à justiça todos que ajudaram a propagar o negacionismo frente à maior pandemia da história da humanidade, e, por consequência, sua metástase, que é o contágio, quantos restariam ganhando mandatos e dinheiro vendendo falsas ilusões a um povo que, em meio a uma pandemia, queria não mais que um milagre?

Foi dos Grandes Lances dos Piores Momentos testemunhar o senhor dentro da Casa do Povo convocando o povo a não deixar o “comunismo” ganhar o Brasil e transformar o país “em uma Venezuela”.

Primeiro, comunismo não é percebido nem mais na teoria dos alienígenas do passado. Segundo, a Venezuela é dos piores dos mundos, mas lhe desafio: lance no Google o percentual de desempregados, o preço da carne e da gasolina, aqui e lá, e aprenda no quê seu deprimente da república transformou o Brasil.

Ao fim, sinto decepção pela fragilidade de seus argumentos. Imaginava experimentar bons debates envolvendo um bolsonarista que se apresenta solenemente como “Policial Federal Evandro Coruja”.

Até agora, reputo, o senhor não foi além do Japonês da Federal.

 

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