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MP denuncia empresário que fez Gravataí Shopping Center por estelionato e associação criminosa, revela GZH

O empresário Lorival Rodrigues, do M. Grupo, que construiu o Gravataí Shopping Center, e deixou na promessa a ‘torre mais alta do Rio Grande do Sul’ e imóveis vendidos e não entregues em Gravataí e Porto Alegre entre 2011 e 2014, foi denunciado pelo Ministério Público por estelionato e associação criminosa.

O Seguinte: tratou do caso em reportagens como Uma luz para quem sonha com o ’Jardins do pesadelo’, de Silvestre Silva Santos.

Siga reportagem de hoje de GZH, da jornalista Adriana Irion, Empresário que vendeu centenas de imóveis e não entregou é denunciado pelo MP.

 

“…

O Ministério Público de Gravataí denunciou o empresário Lorival Rodrigues e mais duas pessoas por 764 fatos delituosos que envolvem a venda e não entrega de unidades imobiliárias de três empreendimentos lançados em Porto Alegre e em Gravataí, entre os anos de 2011 e 2014.

A história dos golpes que fizeram centenas de vítimas foi revelada pelo Grupo de Investigação da RBS (GDI) em 2017.

A partir do conglomerado de empresas do M.Grupo os acusados negociaram imóveis dos empreendimentos Unique Business Center, Residencial Jardins do Shopping e do Apart-Hotel 24 de Outubro. Lorival, que foi apontado em investigação da Polícia Civil que embasou a denúncia como principal articulador dos crimes, um filho dele, Cyro Santiago Rodrigues, e uma funcionária do grupo, Marcia Anita Acordi, que seria responsável por operar transações financeiras, foram denunciados por estelionato e associação criminosa. 

Conforme o MP, os denunciados teriam captado milhões de reais das vitimas e de instituições financeiras por meio da venda de unidades imobiliárias. Depois, esses imóveis foram dados como garantia dos financiamentos sem que os compradores soubessem. Segundo a denúncia, os valores recebidos dos compradores-vítimas não foram aplicados na construção dos imóveis.

 A promotoria detalhou que para terem sucesso, os denunciados Cyro e Lourival "atraiam as vítimas pela facilidade da negociação, já que ofertavam as salas e os apartamentos com garantia de recompra e aluguel garantido, em patamares quase irrealizáveis". Ainda segundo o MP, os denunciados "utilizaram de meio fraudulento consistente na elaboração de contratos de promessa de compra e venda deliberadamente viciados, a fim de impedir o devido registro pelos adquirentes, possibilitando a livre disposição das matrículas dos bens, que permaneciam vinculados" a empresas do grupo.

A denúncia, que é da promotora Ana Carolina de Quadros Azambuja, de Gravataí, será agora analisada pela Justiça. A investigação do caso foi concluída em 2020 pela 1ª Delegacia de Combate à Corrupção da Polícia Civil, sob o comando do delegado Max Otto Ritter. 

O advogado Flávio Luz, que representa cerca de 350 compradores-vítimas, informou que os adquirentes, depois de conseguirem retomar os imóveis com autorização judicial, concluíram as obras. Em Porto Alegre, com gasto em torno de R$ 13 milhões, foi concluído o prédio do Apart-Hotel 24 de Outubro, que há cerca de 60 dias já está funcionando com uma rede de hotéis. Em Gravataí, o Unique Business Center está pronto e sendo aos poucos escriturado em nome dos compradores. A conclusão custou em torno de R$ 10 milhões.  

Contrapontos

O que diz Diego Romero, advogado de Lourival e Cyro Rodrigues

"Neste momento, como a defesa não conhece os termos da denúncia, não vai se manifestar."

O que diz Marcia Acordi

GZH tenta contato, mas não obteve retorno. 

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