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Gravataiense Kimberly Marta descobre Guriurius minuano, espécie de aranha de número 50 mil no mundo; ’Elas são fantásticas e muito fofas! Eu sempre tento popularizar a ciência’

Doutoranda do Programa de Pós Graduação em Biologia: Manejo e Diversidade de Vida Silvestre da  Unisinos, a gravataiense Kimberly da Silva Marta descobriu a espécie de aranha de número 50 mil no mundo. 

O Seguinte: reproduz a reportagem "Aranha presente no Rio Grande do Sul é a espécie de número 50 mil registrada no mundo – Guriurius minuano também pode ser encontrada na Argentina e Uruguai; nome faz referência a guri" e ao povo Minuano, publicada por GZH com informações da AFP.

 

: Guriurius minuano é o nome da nova espécie descoberta por gravataiense | Foto DAMIÁN HAGOPIÁN | Revista Zootaxa | Divulgação

 

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Uma aranha comum no território de Rio Grande do Sul, Argentina e Uruguai é a de número 50 mil a ser registrada no mundo. A Guriurius minuano foi descoberta pela gaúcha Kimberly da Silva Marta, doutoranda do Programa de Pós Graduação em Biologia: Manejo e Diversidade de Vida Silvestre da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) juntamente com o professor Everton N. L. Rodrigues, também da Unisinos, o chileno Abel Bustamante e o professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) Gustavo Ruiz. 

A inclusão da nova espécie no Catálogo Mundial de Aranhas (World Spider Catalog ou WSC) ocorreu na quarta-feira (6). O nome Guriurius minuano foi dado em referência ao povo minuano, grupo indígena que habitava o Rio Grande do Sul, bem como os vizinhos Argentina e Uruguai, locais de habitat da espécie. O termo "guri" também não é coincidência e foi inspirado na palavra utilizada para denominar "menino" por gaúchos e uruguaios. 

– Não podemos dizer que é uma aranha gaúcha, porque precisaríamos de outros dados para saber a origem, mas podemos afirmar que ela é da América Latina – esclarece Kimberly. 

Conforme a pesquisadora, a Guriurius minuano faz parte da família Salticidae ou aranhas-saltadoras. Com oito olhos, quatro na frente da cabeça e dois em cada lado, a espécie tem visão excepcional e mede de três a quatro milímetros. A pequena aracnídea está na mesma família das aranhas que são encontradas nas casas e que costumam dar pequenos pulos na parede para caçar suas presas, não fazendo teias. 

– Essa espécie é mais do campo, do pampa, da Mata Atlântica e de um ambiente não degradado, mas pertence à mesma família dessas encontradas no meio urbano. Nenhuma delas possui comportamento agressivo para os seres humanos. 

Em comunicado sobre a inclusão da aranha no WSC, o Museu de História Natural de Berna, na Suíça, afirmou que foram necessários 265 anos para se chegar a 50 mil espécies de aranhas descritas – a primeira descrição científica ocorreu em 1757. A estimativa é que o número represente apenas um terço dos aracnídeos existentes na Terra.

"As aranhas são os predadores mais importantes em habitats terrestres e sua importância ecológica não deve ser subestimada. […] Além disso, são o principal regulador das populações de insetos, dos quais consomem entre 400 milhões e 800 milhões de toneladas por ano", diz o comunicado do museu. "Por isso, são de grande importância para os humanos."

– Elas são fantásticas e muito fofas! Eu sempre tento popularizar a ciência – brinca Kimberly, que também já homenageou a avó Vera Lucia da Silva Marta com o nome de uma outra espécie de aranha no ano passado (a Sumampattus verae Marta, Figueiredo & Rodrigues, 2021). 

Todas as aranhas catalogadas têm nome e registro no World Spider Catalog, que pode ser visualizado gratuitamente neste site..

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