política

Gestão de Anabel é desastre político no PDT de Gravataí

Mesmo que tenha toda legitimidade para segurar o PDT na oposição, onde o partido foi colocado pelas urnas por ela própria como terceira colocada na eleição de 2020 para a Prefeitura de Gravataí, inegável é que a gestão de Anabel Lorenzi é um desastre político na presidência.

Fiz avaliação semelhante em dezembro de 2019, em Gestão de Paulo Silveira no PSB é um desastre; o túnel e o trem, quando ela saiu de seu partido anterior e o vereador Wagner Padilha estava sob ameaça de expulsão.

Reputo Anabel faz pior.

Como presidente eleita, antes da eleição de 2020, perdeu dois vereadores, Alex Peixe e Demétrio Tafras, expulsos do partido por infidelidade partidária.

Em 2021, perdeu as duas principais lideranças do partido: Daniel Bordignon, que ganhou com 42 mil votos a eleição de 2016, antes de ter os direitos políticos suspensos; e Rosane Bordignon, que com 44 mil votos perdeu por apenas 4 mil a eleição suplementar de 2017 para Marco Alba – e foi sua vice em 20.

Um dos motivos alegados pelo casal foi uma suposta aproximação dela com o governo Luiz Zaffalon (MDB), sob influência do vereador Dilamar Soares, na análise do projeto de reforma da previdência.

Dos Grandes Lances dos Piores Momentos, o voto favorável de Dila e Bino Lunardi à ‘reforma das reformas’, como chama Zaffa, é o que agora ameaça os dois parlamentares de expulsão por infidelidade partidária. A decisão de pedir o mandato dos vereadores foi definida nesta segunda-feira.

O desastre político é tamanho que o PDT não deve candidaturas locais para Assembleia Legislativa e Câmara Federal em 22 e, fosse hoje a eleição de 24, o partido não teria nominata de candidatos a vereadores, já que a maioria dos suplentes e integrantes do diretório já deixaram o partido em solidariedade, ou por obra, de Dila e Bino após movimentos que chamam “perseguição política”.

Em articulação com a direção estadual e com apoio do vereador restante Thiago De Leon, Anabel assumiu como presidente de uma comissão provisória sem a participação dos dois políticos com mandato e também destituiu Dila da liderança da bancada.

Pelo que o Seguinte: apurou, dia 4, quando vence o prazo para realização da eleição para a presidência, o mandato da professora será prorrogado, mantendo a comissão provisória.

Ao fim, reafirmo: não está errada Anabel em defender um PDT canhoto, na oposição e fiel às suas bandeiras históricas. Mas, fatos, aqueles chatos que atrapalham argumentos, ao menos naquilo que é um termômetro da política, o voto, o partido só faz perder.

Para me desmentir, só as eleições futuras. Não conheço, porém, vanguarda sem retaguarda.

 

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