política

Eduardo Leite agiu como negacionista da causa animal; Chica, Bento e os 5 filhotes do Piratini

É o negacionismo da proteção animal o artigo Palácio Piratini ganha cinco novos moradores caninos; veja fotos – Cachorros de estimação do governador Eduardo Leite, Bento e Chica tiveram filhotes, publicado em GZH pela Kelly Matos.

Antes de explicar, as informações.

Conta a jornalista que “a família canina do Palácio Piratini aumentou: Bento e Chica, os dois Schnauzer de estimação do governador Eduardo Leite (PSDB), tiveram filhotes que agora habitam a ala residencial da sede do governo do Estado”.

São cinco cachorrinhos, ainda sem nome, que têm apenas 45 dias de vida.

Conforme Kelly, Eduardo Leite optou por se mudar para o Piratini desde o início da gestão (2019), pois não possuía residência fixa em Porto Alegre. Passado algum tempo, adotou o cãozinho Bento como mascote. Depois, veio a Chica, da mesma raça, para fazer companhia ao animalzinho.

“Ambos costumam aparecer nas fotos do governador na ala residencial, em momentos de descontração”, reporta.

A matéria relata ainda que o governador costuma passear com Bento e Chica à noite. Como o Palácio Piratini é muito grande, Leite conta que os pets costumam "se perder" ao se "aventurar" pelo ambiente.

Diz a reportagem que os pets “chegaram a fugir certa vez, mas uma vizinha reconheceu os animais e os devolveu”.

Sigo eu.

Começo pelo fim. É dos Grandes Lances dos Piores Momentos essa de “deixar fugir” os pets. Eduardo Leite estaria na ‘lista negra’ de qualquer protetor que procura um lar para animais resgatados.

Já sobre as crias, deveria o governador, ao invés de permitir que animais de raça procriem, incentivar políticas de castração.

Vamos à ‘ideologia dos números’.

Se uma cadelinha como a Chica Leite atinge a maturidade sexual por volta dos seis meses de idade e engravida, três meses depois pode ter cinco filhotes. Se duas forem fêmeas, em seis meses Chica já pode ter filhotes novamente e suas crias – as fêmeas – se engravidarem e tiverem quatro bebês cada, chegarão a 17 cães em três meses.

É progressão geométrica.

Cada animalzinho pode ter 14 crias em média durante o ciclo de vida, que é reduzido pelas probabilidades de problemas uterinos, câncer e sofrimento aos bichinhos.

Se em relação aos animais de rua temos um problema de abandono e saúde pública, proliferam-se gigolôs de bichos – em criadouros clandestinos ou não – que exploram os animaizinhos.

Ação acompanhada pela Veja em Diadema, São Paulo, mostrou que mais da metade dos 146 cães de raças diversas criados no local apresentavam doenças de pele. Dois em cada dez estavam subnutridos e em dezesseis das 22 baias avaliadas pela fiscalização foi constatada a ocorrência de maus-tratos. Eram cães de raças como pug, spitz-alemão, poodle, yorkshire, beagle, maltês e pinscher.

No Brasil, a lei exige que todo criadouro comercial tenha uma licença e um veterinário responsável. Na prática, porém, prevalece a ‘lei vampeta’, aquela do “eu finjo que cumpro e você finge que fiscaliza”.

Em Gravataí o vereador Fernando Deadpool (DEM) apresentou projeto para proibir a criação e venda de cães e gatos. A proposta nem foi à votação na Câmara, por ter recebido pareceres contrários de comissões como a de Justiça e Redação, inclusive com a concordância da vereadora Márcia Becker (MDB), eleita pela causa animal.

– Não pode ser proibido. O projeto era inconstitucional. Infelizmente a legislação nacional permite e os animais ainda são considerados ‘coisas’. Mas o governo (Luz Zaffalon) está preparando um programa de proteção animal que compila várias leis e será rigoroso com a venda – explicou a parlamentar-protetora, questionada pelo Seguinte:.

Ao fim, reputo deveria Regina Becker, que foi deputada dos animais e hoje é secretária estadual de Igualdade, Cidadania e Direitos Humanos, dar conselhos básicos sobre bem-estar animal, até pela repercussão de ações e inações de Eduardo Leite.

Fatos, aqueles chatos que atrapalham argumentos: o governador do Rio Grande do Sul pode não ser, mas agiu como um negacionista da proteção animal ao permitir a cruza da Benta e o Chico, seus cães de raça Schnauzer, que ‘no mercado’ custam entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil.

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