política

Do Fora Miki ao Fora Povo: Ex-candidatos a prefeito pedem renúncia de prefeito afastado; Pobre Cachoeirinha!

Num estreitamento de inimizades, os cinco candidatos à Prefeitura de Cachoeirinha em 2020 lançaram nesta sexta-feira o movimento #ForaMiki. Dr. Rubinho (PSL), Delegado João Paulo (PP), Jeferson Lazzarotto (PT), Antonio Teixeira (Rede) e Pablo Hernandez (DC) divulgaram manifesto pedindo a renúncia de Miki Breier (PSB). Reputo é, inevitavelmente, e não poupo aqui oposição ou governo, risco de colaborar também com o #ForaPovo.

O prefeito resta afastado desde 30 de setembro, por 180 dias, pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça sob suspeita de corrupção investigada pelo Ministério Público nas operações Proximidade e Ousadia, além de responder a um processo de impeachment e ser alvo de parecer do MP Eleitoral pedindo cassação da chapa junto ao prefeito em exercício Maurício Medeiros (MDB), inelegibilidade dos dois por 8 anos e realização de eleição suplementar.

Reproduzo na íntegra do manifesto assinado no escritório do advogado Adriano Luz, cujos ex-candidatos somaram 40.355 votos, ou 67,2% dos válidos das eleições de 2020. Miki e Maurício, que receberam 19.699, ganharam a eleição por 218 votos.

Sigo abaixo.

 

“…

É consenso das lideranças que o Prefeito afastado, não mais tem condições de exercer o comando do Poder Executivo Municipal, razão pela qual, se faz necessário a união de todos para que se possa adotar medidas visando o afastamento em definitivo do Chefe do Poder Executivo Municipal.

Em que pese desnecessário, eis que é público e notório, é importante lembrar que o Prefeito afastado teve contra si diversos apontamentos do TCE/RS, duas operações do MP/RS (Proximidade e Ousadia), tendo sido requerido na primeira, inclusive sua prisão, já na segunda, foi requerido pelo MP e deferido pelo juízo, seu afastamento, ainda, enfrenta um recurso de uma AIJE perante o TRE/RS, cujo parecer emitido pelo Procurador nesta segunda, reconhece aquilo que todos os Candidatos a Prefeito já sabiam, que houve SIM, abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2020, o qual será em breve colocado em pauta para julgamento e, por fim, o Prefeito afastado, enfrenta na Câmara de Vereadores Municipal um processo de IMPEACHMENT, o qual será colocado em sessão de julgamento ainda neste mês de fevereiro.

Por tudo isso, os Candidatos a Prefeito na eleição passada, em um feito histórico na política de Cachoeirinha, buscaram o diálogo no objetivo de obter convergência daquilo que é iminente, qual seja, a necessária da pacificação social e política da cidade para garantir o desenvolvimento econômico e social, mudando a vida dos que mais precisam do poder público neste momento de extrema crise, a qual somente será alcançada com o afastamento em definitivo do Prefeito Miki Breier do comando do Poder Executivo Municipal, tal união de esforços visa, única e exclusivamente o bem da cidade, eis que encontra-se estagnada politicamente e administrativamente, em razão das diversas irregularidades praticadas pelo Prefeito afastado, as quais estão sendo apuradas pelo Poder Judiciário, tanto Estadual, quanto Eleitoral, bem como, pelo Parlamento Municipal.

Cabe ressaltar que os cinco Candidatos a Prefeito do município de Cachoeirinha, JUNTOS, representam 67,2% dos votos válidos das eleições de 2020, sendo que totalizaram 40.355 votos dos eleitores, mais que o dobro da votação alcançada pelo Prefeito afastado por decisão judicial, possuindo a legitimidade que lhes foi outorgada nas urnas, para, neste momento, ante a catastrófica situação política e administrativa em que se encontra o Município de Cachoeirinha, terem condições de levantar a bandeira e deflagrar uma campanha pelo #FORAMIKI.

Juntos, conclamamos a população de Cachoeirinha para somar-se a este movimento, para inteirar-se do que está acontecendo neste momento na política de Cachoeirinha, para cobrar de seus Vereadores posicionamento acerca do processo de IMPEACHMENT que, em breve, será colocado em sessão para julgamento na Câmara Municipal de Vereadores.

É lamentável a situação que nosso município está vivenciando, eis que paralisada do ponto de vista administrativo e político, em decorrência dos diversos atos praticados pelo Prefeito afastado Miki Breier. Seria menos doloroso a população, e muito mais digno ao Chefe do Poder Executivo, se ele RENUNCIASSE, contudo, lamentavelmente, sua soberba não irá permitir tal ato de nobreza, razão pela qual, urge a união da população para que o IMPEACHMENT seja aprovado.

Somente com a união de todos, será possível alcançar a pacificação social e política que a cidade tanto anseia e precisa.

…”

 

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Sigo eu.

Antes fazendo a observação de que o prefeito em exercício Maurício Medeiros é poupado no manifesto, considero que a argumentação dos políticos confirma o alerta que faço desde 2021: “Pobre Cachoeirinha, uma cidade paralisada pela política!”.

Reafirmo, da mesma forma que nos últimos artigos sobre o ‘Caso Miki’, Cachoeirinha pode ter nova eleição em 2022 e Miki e Maurício inelegíveis até 2028; MP incendeia julgamento de cassação pelo TRE e O que diz defesa de Miki e Maurício sobre ameaça de nova eleição: ’Perdedores nas urnas tentam alterar os fatos’; O Efeito Orloff.

Em julho do ano passado, quando a juíza eleitoral Vanessa Caldim dos Santos deu sentença julgando improcedente a cassação de Miki e Maurício, em Justiça nega cassação de eleição de Miki; O ’Efeito Orloff’ das fake news que estão matando Cachoeirinha, alertei para a fama de cidade de bandidos, tamanho denuncismo; e, também malfeitos.

‘República da Chinelagem’, apelidei.

Não invoquei o Pai Merdanelles, aquele que faz previsões não nos búzios ou na borra do café, mas sim na espuma da cerveja e na cinza do cigarro, mas profetizei: “… É inevitável o ‘Efeito Orloff’ dessa razia da política. Vai arrastar todos os políticos, de oposição ou governos, puxa-sacos, aspirantes e CCmaníacos que querem tomar a Prefeitura de assalto, ao fuzilamento pelas metralhas de teclados no Grande Tribunal das Redes Sociais – cujas ‘togas’ pendem para ambos lados da ferradura ideológica…”.

Segui: “… O ‘Eu Sou Você Amanhã’ do comercial de vodca de 1987, que ontem tornou presidiário o denunciador dos “300 picaretas do Congresso”, é experimentado hoje pelo deprimente da república, assim como aconteceu no interregno com o juiz ladrão…”.

Avisei: “… Quem paga a conta dessa molecagem – e do rancho – é o povo. Ou alguém não sabe que um governo walking dead – e forçadamente parado – é porto para o assalto de todo tipo de pirata da política? Ou alguém não antevê que governos, para não se encastelarem, precisam de oposição com credibilidade para que a sociedade não escolha apenas o 'menos pior'? Ou alguém acredita que investidores querem colocar dinheiro em uma Cachoeirinha na qual não se sabe quem será o prefeito amanhã?…”

Conclui: “… Navegando pelas redes sociais parece que os corruptos são encontrados em várias partes do mundo, quase todas aqui…”.

Nos últimos seis meses, só piorou. Afogamo-nos no Grande Tribunal das Redes Sociais e em um noticiário político-policial.

Reputo se a terra arrasada da política de Cachoeirinha influenciar nos julgamentos de Miki e Maurício pelas cortes superiores, teremos nova eleição; e uma cidade parada pela política.

O papel aceita os ex-candidatos assinarem que é “… necessária a pacificação social e política da cidade para garantir o desenvolvimento econômico e social, mudando a vida dos que mais precisam do governo…”. Sabemos, porém, que vão se matar, se não os próprios, seus apoiados, em uma eventual nova eleição; ou mesmo – alguns, ou todos, aguardemos para testemunhar – na partilha de cargos caso Maurício se mantenha no poder.

Ao fim, repito, lamentavelmente não pela última vez: pobre Cachoeirinha!

Entre feitos e malfeitos, é um #ForaPovo o que andam cometendo em Cachoeirinha, não só oposição, mas governo também. Nada mais necessário que a política, mas precisarão fazer muito os envolvidos para recuperar a confiança da população.

 

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