crise do coronavírus

Covid: Como Gravataí e Cachoeirinha se preparam para Ômicron; Estudo mostra rapidez no contágio, virulência e escape imunológico da nova variante

Gravataí e Cachoeirinha não tem registros da Ômicron, mas prefeituras já anteciparam a terceira dose da vacina para quatro meses e tem planos de contingência preparados para uma nova onda da covid-19, que já provoca explosão de casos nos EUA e Europa.

Reputo assustador o alerta do ‘Nostradamus’ da pandemia, o neurocientista Miguel Nicolelis, sobre o que pode ter sido uma fake news sobre a nova variante ser menos letal.

Antes vamos às informações.

Os contaminados em Gravataí e Cachoeirinha diminuíram pela metade nos últimos dois meses, a uma média de 10 diagnósticos por dia.

As mortes nos primeiros 22 dias de dezembro seguem na média de uma a cada 2 dias (0.5), já registrada entre novembro e setembro.

Para efeitos de comparação, em agosto a média foi de 0.8; julho 1.3; junho 2.3 e março, o pior mês da pandemia, 6 a cada 24 horas.

O boletim de internações desta quarta-feira em Gravataí mostra 7 pacientes para 8 leitos de UTI e 6 pacientes em 12 leitos de enfermaria. Em Cachoeirinha a ocupação também não supera 50%.

Nesta semana, as secretarias da Saúde anteciparam para quatro meses a dose de reforço, seguindo orientação do Ministério da Saúde.

Em Gravataí, quem recebeu a segunda dose até o dia 20 de agosto já pode fazer o reforço em qualquer unidade de saúde. Até esta quinta, há horário estendido das 18h às 21h também no Big e no Gravataí Shopping Center.

Quem recebeu a vacina da Janssen (dose única) há pelo menos dois meses também pode receber o reforço.

Em Cachoeirinha a vacinação está aberta – para quem tomou a segunda dose até dia 30 de julho – nas unidades ESF Carlos Wilkens, ESF José Ramos, ESF José Ari, UBS Ildo Caçapava e Centro do Idoso.

Vacinados com Janssen devem ir até a UBS Décio Martins Costa ou ESF José Ramos.

– Não temos casos de Ômicron e seguimos com nosso plano de contingência ativo, caso necessária alguma mobilização específica de reabertura de leitos – explica o secretário da Saúde de Gravataí, Régis Fonseca.

– Neste final de ano procuramos facilitar que os gravataienses completem seu esquema vacinal em horários e locais flexíveis – acrescenta.

– Felizmente não temos nenhum caso da nova variante, mas seguimos em alerta. Reduzimos o prazo para dose de reforço, porém estamos aguardando a chegada de novas remessas para atingir todo o público – diz o secretário da Saúde de Cachoeirinha, Juliano Paz.

– Apelo à população para que mantenha os cuidados nas festas de Natal e Ano Novo para que não tenhamos mais riscos. É uma responsabilidade coletiva – adverte.

O que assusta sobre a Ômicron é o estudo mais recente (e de fonte praticamente incontestável) sobre a virulência da nova variante.

– O primeiro estudo inglês mostra que a Ômicron pode ser tão severa como a Delta! Começa a cair por terra a tese prematuramente espalhada de que ela seria uma variante que causa sintomas “leves”! Ciência de verdade não funciona no palpite: é preciso ter dados! – tuitou o neurocientista Miguel Nicolelis, que chamo ‘Nicodamus da pandemia’ (Nicolelis + Nostradamus), por ter previsto o pior mês da pandemia em março de 2020, após o afrouxamento do distanciamento social entre as eleições e as festas de fim de ano e férias de verão.

Conforme o estudo do tradicional Imperial College London, o risco de reinfecção com a variante (B.1.1.529) é 5,4 vezes maior do que o medido para outras cepas, como a Delta (B.1.671.2).

Além disso, os dados de saúde do Reino Unido não apontam para casos de infecções mais leves da covid-19.

“… Não encontramos nenhuma evidência (tanto para o risco de comparecimento à hospitalização quanto para o estado dos sintomas) de que a Ômicron tenha gravidade diferente da Delta…”, afirmaram os pesquisadores, no estudo divulgado dia 17 deste mês.

Segundo os dados ainda preliminares, a proteção gerada por infecção prévia da covid-19 pode ser de apenas 19% contra a Ômicron. Além disso, foi identificada a capacidade de ‘escape imunológico’ contra a proteção induzida pelas vacinas.

“… Este estudo fornece mais evidências substanciais de que a Ômicron pode escapar da imunidade anterior dada por infecção ou por vacinação…”, explicou o professor Neil Ferguson, do Imperial College.

“… O nível de evasão imunológica significa que a Ômicron representa uma grande e iminente ameaça à saúde pública…”, acrescenta.

Ao fim, apesar do cansaço de todos nós com a covid, é preciso vacinar e manter os cuidados; e talvez nem isso baste nesta pandemia perpétua.

Hoje, quando o Brasil registra apenas 3.621 casos nas últimas 24h, os EUA se aproximam dos 300 mil/dia e o Reino Unido e a França 100 mil cada – e com índices de vacinação menos de 10% abaixo dos brasileiros.

É a onda da Ômicron, cuja palavra tem origem no grego mikrón, que significa “o mais rápido, breve”. E, ao menos até agora, não menos virulento que outras variantes.

2022 pode não ser um ano bom.

 

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