coluna da sônia

Diário de Bordo – Estados Unidos – 5º dia

O bairro de Chinatown concentra o maior número de chineses fora da Ásia e suas origens remontam à Corrida do Ouro, que ocorreu de 1848 a 1855.

Hoje, decidimos fazer um free walking tour (passeio guiado, a pé, em que, ao final, pagas ao guia o valor que te parece justo) sobre a história de São Francisco.

Depois de circular de carro por vários bairros da cidade que ainda não conhecíamos, chegamos à Union Square, onde nos esperava nosso guia, um colombiano metido a engraçado, preconceituoso e prolixo à beça, que, cá entre nós, se daria bem melhor fazendo stand ups do que naquela função. Mas, de toda forma, o tour foi interessante para conhecermos um pouco mais sobre o surgimento e o desenvolvimento da cidade. 

Ali pudemos apreciar um obelisco que tem, em sua parte superior, uma escultura cujo modelo foi Big Alma, como era chamada Alma de Bretteville Spreckels (1881–1968), vinda de uma família humilde de imigrantes dinamarqueses, que se transformou na mulher mais poderosa de San Francisco depois de se casar com um produtor de açúcar. Entre seus legados à cidade, está o museu de arte Legion of Honor, que é uma réplica do Palais de la Légion d’Honneur, de Paris. 

Nosso destino era o bairro de Chinatown, que concentra o maior número de chineses fora da Ásia e cujas origens remontam à Corrida do Ouro, que ocorreu de 1848 a 1855, transformando San Francisco de um acanhado vilarejo em uma cidade próspera.

Por lá, visitamos a Saint Mary’s Square, onde fica a mais antiga igreja da cidade, e a Portsmouth Square, a antiga Plaza Grande do povoado mexicano de Yerba Buena, que deu origem a San Francisco após a Guerra Mexicano–Americana.

Com essa guerra, impulsionada pelas ideias do Destino Manifesto, ou seja, a crença de que os Estados Unidos tinham o direito, dado por Deus, de expandir suas fronteiras por toda a América, civilizando-a, o País ampliou seu território em cerca de 25%, enquanto o México perdeu aproximadamente 50% do seu.

Cerca de 22% dos habitantes de San Francisco são chineses, e boa parte deles vive em Chinatown, que tem uma atividade comercial impressionante. Depois de caminhar por ruas com fachadas coloridas e faróis vermelhos, cheias de restaurantes e bazares, ouvindo histórias mirabolantes, contadas por nosso guia — que, em seu empenho por desprestigiar os chineses, retrocedeu até os tempos de Gengis Khan—,  chegamos a uma fábrica dos famosos biscoitos da sorte chineses, que, por incrível que pareça, não foram inventados na China, mas em San Francisco. No meu dizia: “A felicidade a gente não cria, mas constrói”. É o que tenho tentado fazer…

Após o tour, fomos almoçar em um restaurante chinês tradicional, atendido por um casal de idosos, onde a comida era tão gostosa e tão abundante que saímos com quentinhas para o jantar.

De tarde, fomos conhecer o Castro, o bairro mais descolado e divertido da cidade, cheio de bares e de lojas simpáticas, onde, há 48 anos, surgiu a primeira Parada do Orgulho LGBT reconhecida mundialmente. E finalizamos o dia na linda cidade de Sausalito, localizada na Baía de São Francisco.

Amanhã tem mais…

O passeio, em fotos…

 

 

 

 

 

: Idosos chineses jogando cartas e mahjong na Praça Portsmouth

 

 

 

 

 

 

 

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