unidade de conservação

Conservar para quem?

A Secretaria de Meio ambiente do Rio Grande do Sul apresentou ao Ministério Público do Estado a proposta de criação de uma unidade de conservação – UC na Bacia hidrográfica do Rio Gravataí.

Enquanto militante de uma ONG que tem lutado pela preservação ambiental no vale, tenho que louvar esta iniciativa.

Esta proposta está sendo detalhada para que possamos levar à plenária do Comitê Gravatahy, para sua análise e deliberação quanto ao seu envolvimento na região.

Em recente releitura do livro "O preço de todas as coisas", de Eduardo Porter – 2011, nos deparamos com o preço do futuro e qual este valor a ser pago pela atual sociedade de consumo.

Incluímos neste debate a grande quantidade de CO2 que é lançado na atmosfera pelos milhares de carros que ocupam nossas estradas.

Estaria no custo da gasolina que pagamos, embutido, no valor do carro, do combustível? As emissões de CO2 são uma realidade que tem que ser assumida por esta sociedade consumista e defensora, em sua maioria, de um crescimento sem desenvolvimento.

Ao analisar a publicação sobre o mercado mundial de carnes de Nilson Olivo, 2008, dá para entender que este consumo é mapeado economicamente pelas implicações de religiosidade e cultura nos continentes da Ásia, África, América, Europa e Oceania.

Baseado na sua capacidade de expansão, de produção e consumo, temos a certeza que devemos proteger os ecossistemas existentes neste modelo que se apresenta. Produzir alimento está muito longe de distribuir de forma igualitária para combatermos a fome mundial.

Instituirmos uma unidade de conservação como a proposta deveria ser um indicativo de governos que se preocupam com um futuro além dos seus quatro anos de gestão.

Na criação da maior unidade de conservação do Rio Grande do Sul, a APA do Banhado Grande, não foi isto que vimos.

O decreto assinado pelo então vice- govenador Vicente Bogo foi mais um cochilo dos tranca-ruas do governo Brito do que uma proposta consciente de gestão daquele governador que saiu pela porta dos fundos do Palácio Piratini, após perder as eleições democráticas.

Entender que não podemos delegar para as futuras gerações os impactos causados pelas nossas ações, neste momento, é o primeiro passo para termos atitudes propositivas e sempre procurarmos analisar ideias que fujam do padrão de gestões que tem o seu comprometimento sempre colocado em dúvida pela sociedade, o seu modelo de sustentabilidade.

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