no mundo do trabalho

De Azarão à Unicórnio

Noutro dia, numa dessas conversas de boteco que aparecem na capa dos portais como notícia, uma das manchetes dizia que o mês de agosto é o período em que as pessoas mais se divorciam! O dado que gerou a informação veio de uma consulta ao Colégio Notarial do Brasil (CNB), entidade que congrega os cartórios de notas. Tenho dúvidas, mas já vi e ouvi relatos que os desquites rolam soltos também no Mundo do Trabalho.

Certa vez, exatamente nessa época, enquanto os funcionários registravam o ponto de entrada, os seis integrantes da diretoria saiam pela outra porta da empresa. Com o bolso bem recheado, algumas cláusulas de sigilo para cumprir, mas visivelmente consternados. Dignos, mas desolados! Afinal, após anos dedicados àquele trabalho, alguns com legítimas histórias de superação (de quem iniciou como auxiliar de estoque e chegou a diretor financeiro), no intervalo de um final de semana, viram se confirmar os rumores de venda do negócio e não tiveram tempo sequer de limpar as gavetas. Aquilo foi abrupto até para os dias atuais, mas depois da reinvenção das empresas e dos empresários depois da chamada “bolha ponto com”, no apagar das luzes do século 20, essas mudanças repentinas são melhor aceitas.

E nessa toada de criação de factóides será que podemos dizer que janeiro é o mês em que mais se abrem novas empresas? Observa-se que muitos destes executivos demitidos acaba criando sua própria empresa, muitas, prestadoras de serviços na sua área de atuação (Mais de 60% das empresas nascidas, todos os anos, são do ramo de Serviços). Então, um tempo depois de deixar a cadeira de manda-chuva, o empregado vira empreendedor. Aconteceu com aquele grupo de executivos e continua acontecendo hoje em dia. O Brasil vem se tornando pródigo nessa relação de outsourcing com grandes corporações que buscam firmar parcerias com negócios nos seus mercados de interesse, seja para desenvolvimento de produtos e marcas, vendas, relacionamento com outras corporações e uma infinidade de outras possibilidades. É com este tipo de salto que nascem muitas empresas chamadas “unicórnio”. São as raras empresas que, em pouco tempo, recebem uma avaliação de US$ 1 bilhão (em geral, sem estar na Bolsa). São marcas conhecidas do grande público como Uber, Snapchat e outras nem tanto, como a Turi, do brasileiro Carlos Guestrin, comprada pela Apple, nesta semana por US$ 200 milhões.

Não é nada fácil, claro, mas é bom ficar atento, porque o Mundo do Trabalho se alimenta da mudança e desapegar pode ser um bom negócio.

 

De volta os mundo daqui

 

Nesse período em que só o que não entrou em crise foi a Crise, parece que tem muita gente com vontade de mudar o país e querem começar por aqui. É de espantar o tanto de gente que virou candidato em Gravataí em meio à debilidade moral e mental da política. Nós que somos os patrões, precisamos apurar bem nosso processo seletivo. Se tem tantos candidatos para a vaga é porque se interessaram pelo salário, pelo plano de benefícios e acham que podem fazer a  diferença na empresa, digo, no município.

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