jeane bordignon

Vacinada e consciente!

Tomei a segunda dose da vacina contra o coronavírus! Que alegria!

Significa que posso retomar a vida “normal”?

Claro que não!!!

A vacina não impede o contágio. Ela “treina” o organismo para se defender do vírus. Diminui as chances de contrair, e caso aconteça, a infecção é mais leve, porque o sistema imunológico já tem os anticorpos necessários.

Mas se mesmo vacinado a gente pega o vírus, por que tomar a agulhada? Porque Covid mata! E as variantes são muito mais transmissíveis. Porque você pode ter poucos sintomas mesmo sem vacina, mas seu familiar idoso ou com comorbidades pode perder a vida em poucos dias.

E mesmo com as duas doses, tem que continuar com todos os cuidados: máscara, álcool em gel e distanciamento! Vou repetir: a vacina não impede o contágio. Além disso, tem pessoas que ainda não puderam se vacinar.

Não é porque tenho saúde que vou ser egoísta, sair pra bater perna na rua e trazer o vírus para meus pais idosos (que só vão tomar a dose de reforço depois de 22 de outubro) ou para meu sobrinho de 10 meses, que ainda não tem previsão de receber vacina. O sobrinho mais velho (15 anos) já tomou a primeira dose, o que nos deixa um pouquinho mais aliviados, mas ainda não tranquilos.

Enquanto o vírus estiver circulando por aí, tranquilidade é utopia.

A vacina não dá imunidade ao vírus, o que ela fornece é maior resistência, para que caso pegarmos a doença, tenhamos ela sem gravidade. É assim que a maioria das vacinas funciona. Tomei todas aquelas que uma criança deve tomar, e tive sarampo, caxumba e coqueluche. Mas foram formas brandas das doenças, sem nenhuma complicação.

Lembro que no sarampo tive bastante febre. Minha mãe trocava meu pijama várias vezes ao dia, de tanto que eu suava. Mas com um simples antitérmico e muito líquido, fiquei boa logo. O que mais me deixou chateada foi ter perdido a festa junina da escola.

Sabiam que sem a vacina, o sarampo pode ser fatal? Então as vacinas fazem diferença, sim.

A intenção da vacina também é que possamos criar a imunidade de rebanho para proteger aqueles que não podem se vacinar por alguma questão de saúde. O sarampo tinha sido eliminado no Brasil em 2016. Mas, devido a mitos sobre as vacinas, o vírus voltou a circular, e hoje temos crianças morrendo de uma doença que havia sido erradicada. No mínimo, é um retrocesso.

No caso da Covid, é cedo para falar em imunidade de rebanho, porque a gente ainda nem sabe direito como funciona, visto tantas notícias de reinfecção. E de pessoas morrendo mesmo tendo tomado as duas doses. Ainda estamos entendendo esse pesadelo chamado coronavírus.

E entendo que está todo mundo ansioso para sair, passear, ver os amigos. Claro que também estou! Mas não dá para ser inconsequente. Há poucos dias uma amiga aqui de perto enterrou o pai. Umas semanas antes, havia enterrado o irmão, que também era amigo de escola dos meus primos. A pandemia não acabou!

Tenho muita saudade dos saraus presenciais, de passear na Redenção, na Casa de Cultura Mario Quintana, nos museus do centro de Porto Alegre… mas mais saudade ainda tenho da querida amiga Léris, que nunca mais vou reencontrar nos saraus. E quanta saudade minha cunhada e a irmã têm da mãe delas?

Realmente não consigo entender quem se aglomera como se não existisse mais coronavírus. Quem consegue esquecer que mais de 500 mil brasileiros morreram de Covid. É no mínimo falta de humanidade.

A gente tem, sim, que celebrar a vida. Mas com todos os cuidados e protocolos.

Celebrar a vida com cuidado, para não chorar mais mortes depois.

Já perdemos gente demais.

Os hospitais continuam cheios. Não estão mais superlotados como no pico da pandemia, mas nosso sistema de saúde ainda corre contra o tempo.

Na verdade, essa pandemia deveria nos ensinar a pensar mais no próximo e no que realmente importa na vida. Porque quanto um vírus te ataca, o que faz mais diferença não é quanto você tem no bolso, mas quanto você tem de defesas no corpo.

E como a gente “aumenta a conta” do organismo? Boa alimentação, atividade, descanso. Não estou falando de comidas “fit” nem de academia, mas de comer frutas e legumes, e caminhar mais. Não estou falando de dormir até o meio dia, mas de não trocar o sono por mais um episódio da série (nisso eu mesma peco). Se a gente puder fazer escolhas melhores, temos que fazer para cuidar da saúde.

Mas eu disse “se a gente puder”, porque vivemos uma tempos calamitosos no país, onde pessoas disputam ossos de boi. Refugo de açougue que antes ia para o lixo. Quando comida no prato vira artigo de luxo, não se tem escolha. Se você pode optar por alimentos mais saudáveis, você é um privilegiado.

Ah, e se você tem várias máscaras bonitinhas e de tecido bom para revezar, é um privilegiado também. Qual a desculpa para não usar?

Continuamos em uma pandemia.

Usem álcool em gel.

Mantenham distanciamento.

Não aglomerem.

Usem máscara (com o nariz e a boca dentro dela!).

Fiquem vivos!

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