a poesia do Cidade

Rosto de bairro

No meu bairro todos tem o mesmo rosto

Saímos do bairro mas o rosto não sai da gente

O rosto de quem não consegue emprego

Por que mora longe por que mora no meu bairro

O rosto que policial gosta de averiguar

O rosto que seria deixado num navio afundando

O rosto que seria deixado num quarto em chamas

O rosto que cabe na filosofia da derrota

O rosto que nem tenta vencer por que não vai vencer

O rosto que te assusta na estação do metrô

O rosto que vira choro na casa da namorada

Que também mora no meu bairro

O rosto que vira choro na casa do namorado

Que também mora no meu bairro

O rosto no seguro desemprego

O rosto chapa côco pra ter sossego

O rosto do qual tu e até mesmo eu que moro no meu bairro

Desviam na escada rolante do shopping.

 

Assista ao vídeo-poema Peregrino

 

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