a poesia do cidade

Depois do Dilúvio

Lava as maçãs carinhosamente.

A arca está vazia.

Também teu coração está.

Os animais são teus confidentes.

As estrelas sabem

Do verão passado.

Da dorzinha. Da agonia do confinamento.

Da raivinha. Da preguiça.

Quando as águas baixaram tua cama estava encharcada.

E deitava nela. Teu corpo virando vapor.

Uma única palavra te vinha aos lábios: PAVOR.

 

Assista ao vídeo-poema Gastrite

 

 

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