Despedida

CANOAS | ’Minha marca é a honestidade’, diz Busato; R$ 75 milhões em caixa

Busato encerra gestão à frente da Prefeitura e deve voltar às urnas em 2022

Luiz Carlos Busato encerra o mandato reconhecendo que adversário foi mais competente na campanha, deixa recurso para primeiras despesas do ano e tira tempo para pensar em 2022

"Perder tira da gente aquela obrigação de ganhar sempre", comenta Luiz Carlos Busato, prefeito de Canoas até 31 de dezembro de 2020, em seu penúltimo dia de mandato. Acumulando vitórias nas urnas desde 2000, quando foi vereador em Canoas, depois deputado federal, secretário de Estado e prefeito, esta é a primeira vez que ele encerra uma gestão e volta para casa, sem mandato.

Busato recebeu o Seguinte: entre duas audiências com o integrantes do governo, assinando uma montanha de papéis que encerram a gestão na Prefeitura. "E tem muito para assinar ainda", comenta.

Seu último compromisso público em Canoas será nesta sexta-feira, 1º, na transmissão de cargo que fará para o sucessor, Jairo Jorge (PSD), que o derrotou nas urnas em novembro. Depois, férias. "Vou tirar uns dias, viajar. Preciso sentar com meus filhos, resolver coisas da nossa família, descansar. Foi um período muito intenso", lembra Busato.

Ainda sobre o fechamento da gestão, o governo informou que as dívidas de curto prazo da Prefeitura foram pagas, vencimentos de dezembro antecipados, o décimo terceiro salário de servidores quitado de forma integral e um saldo superior a R$ 75 milhões no caixa do município. “Esse balanço da Secretaria da Fazenda demonstra que estamos entregando o Município muito melhor de quando recebemos em 2017. Durante toda a nossa gestão tratamos com respeito o dinheiro público”, diz Busato. 

 

E aí, prefeito?

Minha avaliação é que o nosso adversário foi mais compentente que nós na eleição. Em quatro anos, fizemos mais do que ele em oito. Em qualquer área. E, acima de tudo, fizemos um governo honesto.

 

Este seria o legado de seu governo?

Nossa marca é a honestidade. Tivemos até elogios do Ministério Público. 

 

E que obras marcaram mais, para o senhor?

Tenho orgulho de tudo que foi feito. O HU, por exemplo. É uma conquista histórica. Um dos maiores hospitais da região Sul. Reformamos, recuperamos e, agora, entregamos para cidade. É de Canoas. Fizemos 14 clínicas da Saúde, temos mais destaques do que no Governo Ronchetti, que foi um governo de muitas obras na Saúde também. 

 

O senhor destacaria a Saúde como principal obra do governo?

Saúde foi muito importante, enfrentamos uma pandemia e fomos exemplo para o Estado. Criamos 200 leitos no HU. E tomamos medidas severas, claro, mas sempre sem atritos com o empresariado. Isso é inédito na história de Canoas. Mas repito que não foi só na Saúde. Segurança também fomos muito bem. Tanto que nosso secretário virou vice-governador do Estado. Te destacaria também a Usina de Reciclagem, uma iniciativa muito grande. Não temos mais alagamentos na cidade. Fizemos aslfato em todos os bairros. E não tem nenhuma escola sem melhoria, sem falar do Google for Education.

 

Planos?

Agora quero descansar. Tiro uns dias de férias, quero organizar algumas coisas com meus filhos e depois pensar no futuro, quem sabe estar na eleição de 2022.

 

Volta à presidência do PTB gaúcho?

Não, o partido agora é com o Lara. Fui o presidente mais longevo no PTB no Rio Grande do Sul, fiquei sete anos por lá. Mais até do que o João Goulart. 

 

Agora, oposição.

Sei que vão atacar bastante, faz parte. Já estão atacando, na verdade. Vamos defender o governo que fizemos. 

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