Opinião

CANOAS | Duas ’fakes’ sobre o terreno da Havan e uma verdade conveniente

Luciano Hang, empresário e dono da Havan, chegou a ficar internado semana passada em razão da Covid-19. Foto: Reprodução YouTube

Terreno foi doado? Tem nascente por lá? Nada disso; Hang com Covid e a polêmcia da semana o Tribunal das Redes Sociais

Prefeitura envia nota à imprensa e dá o start em uma verdadeira batalha nas redes sociais contra a fake news que ganha terreno, por assim dizer, sobre a instalação da loja da Havan em Canoas. A fake diz que a área foi doada pelo governo e que lá haveriam nascentes que contribuem com as águas do Rio dos Sinos.

 

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Contra ou a favor do empresário que mesmo contaminado pela Covid seguiu sua trajetória negacionista da doença, é preciso restabelecer a verdade sobre o assunto foi a polêmica da semana no Grande Tribunal das Redes Sociais. A área onde daqui a três meses haverá uma loja da Havan foi comprada – uma transação entre particulares, contrato e registro em cartório. Nada ali é público. Nem há qualquer nascente no terreno – como afirma a segunda fake envolvida no caso. Laudo que faz parte do licenciamento, emitido ainda no começo de 2020, atesta cobertura vegetal que deverá ser compensada oportunamente. E só.

A verdade que a fake não conta é que a Havan está chegando a Canoas sem incentivos locais. Quem garante é própria secretária de Desenvolvimento, Simone Sabin. "Nada. Não pediu nada. Comprou a área e vai trazer muitos empregos aqui para cidade", disse.

Sabin, bolsonarista de primeira hora e defensora da postura de Luciano Hang ativista de direita, conta que o único pedido do empresário foi para que o processo burocrático de liberação das obras e do alvará de funcionamento não emperrasse. "Ele quer agilidade para seguir seus investimentos", completa a secretária.

Segundo ela, as coisas no governo passado não teriam andado a contento da empresa, o que fez com que Hang optasse por inagurar outras lojas antes da de Canoas – em Capão da Canoa, por exemplo, onde ele esteve presente à abertura ofical dias antes de saber que estava com Covid-19.

O tema ainda vai dar pano para manga – uma vez que não diz respeito apenas à instalação de uma empresa, mas a um modelo de disputa política que envolve os negócios daquela que está se tornando a maior rede verejista do país. Quantos empregos gera, quem ajudou e quem atrapalhou, a burocracia, o dano ou a mão que a Havan vai dar aos empreendedores locais – tudo isso ainda vai entrar em nossas rodas de discussão.

Até lá, vamos limpando as fakes pelo caminho e descobrindo que verdades nessa história nos convém. À esquerda e à direita, para o bem e para o mal.

 

 

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