crise do coronavírus

Zaffa garante prioridade para vacina contra COVID em Gravataí; ’Não farei demagogia, nem politização’

Luiz Zaffalon, prefeito eleito de Gravataí

Neste sábado em que a Rússia começou a aplicar em Moscou a Sputnik V em três grupos prioritários – trabalhadores dos setores da educação, serviço social e médicos – o Seguinte: ouviu o prefeito eleito Luiz Zaffalon sobre o que projeta para uma futura vacinação contra o novo coronavírus em Gravataí.

– Não farei demagogia ou politização de um tema tão delicado. Fato é que ainda não temos nada palpável. É só conversa fiada. Mas dinheiro não será problema. As contas de Gravataí estão equilibradas. Assim que houver vacina aprovada no Brasil, teremos espaço no Orçamento de 2021 para preparar uma campanha de vacinação – garante o sociólogo, que assume a Prefeitura em 1º de janeiro.

Zaffa espera que as doses sejam disponibilizadas pelo governo federal para os estados distribuírem aos municípios, como acontece com outras vacinas, mas ainda não se tem informações sobre o financiamento da estrutura para vacinação, que vai de insumos, como seringas e EPIs, até o reforço na equipe de profissionais de saúde.

Na próxima quinta-feira a prefeita de Nova Santa Rita, Margarete Ferretti, presidente do Consórcio da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal), viaja a São Paulo para analisar um possível acordo com o Instituto Butantan que permita a compra de doses da vacina CoronaVac. O imunizante está sendo produzido pelo instituto brasileiro, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

– O que esperamos é que o Ministério da Saúde disponibilize as doses, em uma campanha nacional de vacinação. Como ainda não houve essa confirmação, vou conversar com o presidente da Famurs, Maneco Hassen, para que também possamos firmar um protocolo de intenções – disse a presidente, após videoconferência que nesta sexta reuniu representantes das prefeituras da região metropolitana e o diretor do Butantan, Dimas Covas.

Conforme nota da Granpal, Dimas Covas informou que o imunizante produzido em São Paulo deve ser o primeiro a estar disponível no Brasil. Ele atestou a segurança da vacina, bem como a resposta imune satisfatória nas fases de testes já concluídas.

– Teremos até a primeira quinzena de janeiro 46 milhões de doses. E o registro na Anvisa, acredito eu, também já estará disponível – projetou o diretor, que um dia antes estava ao lado do governador de São Paulo no Aeroporto Internacional de Guarulhos no recebimento de insumos suficientes para produção de um milhão de doses do que é chamada por João Dória “a vacina do Brasil”.

Diferente da vacina Russa, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia com apoio dos ministérios da Saúde e da Defesa, mas sem nenhuma supervisão internacional, a CoronaVac já está na fase 3, a última antes da autorização de registro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

É neste período de testes que serão esclarecidas dúvidas importantes, como a duração da proteção contra o vírus e se o imunizante é capaz de impedir a infecção ou apenas proteger contra o quadro mais severo da doença.

Um artigo publicado pela Lancet Infectious Diseases, uma das mais conceituadas revistas científicas do mundo, mostrou que a CoronaCac “é segura e tem a capacidade de produzir resposta imune no organismo 28 dias após sua aplicação em 97% dos casos”.

Ao fim, Zaffa garante que, assim que uma vacina for aprovada pela Anvisa, será sua prioridade de governo fazer as doses chegarem aos gravataienses.

Se a vacina não for obrigatória, dá para tirar da fila uns 15 mil dos dos 283 mil habitantes, conforme aplicação em Gravataí de pesquisa do Ibope que mostra que um em cada quatro brasileiros não pretende se vacinar contra coronavírus, o que tratei em setembro em A vacina e os covidiotas em Gravataí e região.

Lembrei Millôr: “Foi quase impossível o ser humano atual se convencer de que descendia do macaco. Vai ser impossível o ser humano futuro – se houver – aceitar que descende do homem”.

 

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