opinião

Um gesto para o PT estreitar inimizades em Cachoeirinha

Tairone (D) com o ex-vereador Isalino Kingeski, no lançamento da candidatura a prefeito

O Keppler tem um ‘P’ a mais, mas Tairone, mesmo que intuitivamente, parece fazer uma ‘excursão à Metafísica de Aristóteles’, como o famoso astrônomo alemão, Johannes, olhando o todo – a crise no PT de Cachoeirinha – e não a parte, as inimizades entre forças políticas.

Digo isso porque por iniciativa do pré-candidato a prefeito, cuja forma de lançamento critiquei nesta terça, em PT de Cachoeirinha tem seu Guaidó; cumpra-se, ou dissolva-se, um armistício se desenha no ‘partido-partido’.

Tairone Kepller convidou Jeferson Lazzarotto, já lançado à Prefeitura, para um café nesta tarde. Demonstrando desprendimento, o administrador de empresas vai até o escritório do ex-presidente da OAB.

Tairone evita críticas a David Almansa, apoiador número 1 de Lazzarotto, ao explicar que um recurso para garantir sua inscrição para prévias foi feito à direção estadual por não ter sido recebido pelo presidente petista.

– Há um impasse. A estadual vai dirimi-lo – diz, cuidadoso.

Taironi argumenta que em votação do diretório no dia 16 de dezembro foi aprovado um calendário municipal, mas que poderia ser alterado a partir da definição de um calendário nacional.

Almansa entende que os prazos para inscrição de candidaturas encerraram em 3 de fevereiro, data em que apenas Lazzarotto restou inscrito como pré-candidato à Prefeitura de Cachoeirinha.

– A nacional definiu calendário dia 7 de fevereiro e abriu prazo do dia 10 até abril. A partir desta data, os diretório municipais podem definir calendários diferentes, mas com dois terços dos membros – esclarece Tairone, que é suplente na atual direção reeleita em 2019.

– Consideramos estar no direito de apresentar a candidatura. Em nosso recurso à estadual demonstramos cumprir a necessidade de 10% de assinaturas em relação à última eleição interna. Apresentamos 118, o dobro.

O julgamento será na próxima segunda, 16, em Porto Alegre.

– Liguei ontem (terça) para o Lazzarotto pedindo para conversarmos. A filiação dele, e a candidatura, são motivos para comemorar. Em um momento de ataques às esquerdas, receber alguém sempre identificado com as causas sociais como ele é para ser celebrado. Nosso inimigo não está dentro do PT. É o fascismo.

Tairone explica que seu slogan "PT raiz" não é uma crítica a Lazzarotto, um recém filiado.

– Tem ligação com o slogan "PT 40 anos, raízes, força e esperança".

Ao fim, o gesto de Tairone pode estreitar inimizades, no sempre tão autocentrado PT.

Aguardemos.

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