política

Um ano após eleição para prefeito de Gravataí: o que a política mudou na vida de Zaffa

Zaffa com Marco Alba e Dr. Levi na comemoração da vitória no comitê do MDB, na noite da eleição

Há um ano, em 15 de novembro de 2020, Luiz Ariano Zaffalon (MDB), ao lado do vice Dr. Levi (Republicanos), era eleito prefeito de Gravataí aos 67 anos. Outsider, por nunca ter disputado uma eleição, foi do traço na pesquisa aos 51,12% (57.659 votos) em 45 dias, o que o fez, excetuando os grandes municípios com segundo turno o candidato mais votado entre prefeituráveis da região metropolitana.

O adversário Dimas Costa, vereador em segundo mandato e candidato a deputado estadual mais votado na cidade em 2018, fez 31,58% (35.623).

A diferença, de 22.036, foi praticamente o dobro dos votos da terceira colocada, Anabel Lorenzi, que disputava sua quarta eleição e tinha o apoio do, até então, ‘Grande Eleitor’ ex-prefeito Daniel Bordignon.

Abertas as urnas, o confirmado como o ‘Grande Eleitor’ e principal força política de Gravataí foi o prefeito até o fim de 2020, Marco Alba (MDB), como analisei em Segue o líder Marco Alba; O grande vencedor da eleição em Gravataí.

Neste feriado, o Seguinte: foi ouvir Zaffa sobre como a política mudou sua vida, do dia da eleição, até este 15º dia de seu 11º mês de governo. 

Siga os principais trechos.

 

Seguinte Eras um outsider da política. Enfrentaste as urnas pela primeira vez e foi eleito prefeito da quarta economia gaúcha. O que mudou neste ano na relação do Zaffa com a política?

Zaffa – Além da iniciativa privada, em mais de 30 anos de vida pública sempre trabalhei mais com as questões administrativas e operacionais. Desde a eleição me dediquei também às coisas da política, desde a formação do secretariado até a consolidação de nossa base parlamentar. Aprendo diariamente neste convívio. É tudo diferente. Sempre soube das responsabilidades. Desde as composições necessárias para governar, até o comportamento social. Importa às pessoas tudo o que o prefeito diz, como anda, o que posta nas redes sociais. Quem já me acompanhava percebe que parei de fazer postagens da vida pessoal, da família, para evitar interpretações erradas.

 

Seguinte– Tens estado muito nas ruas, visitado obras. É parte da estratégia para se aproximar dos gravataienses?

Zaffa – Tenho andado muito, ouvido muito. Mesmo que seja direito das comunidades, as pessoas demonstram agradecimento por receber grandes entregas, e até serviços mais simples. Mas é perceptível que Gravataí tem uma demanda reprimida de décadas. Ao fazermos uma inauguração e postar nas redes sociais, 80% dos comentários são de pessoas reivindicando atenção às suas comunidades. Semana passada acompanhei obras em pequenas ruas da Morada do Vale, postamos no site da Prefeitura, o Seguinte: postou, e os comentários eram quase todos de moradores de outros bairros pedindo asfalto, reclamando que “nunca mais a Prefeitura apareceu”. Vivemos um grande momento em Gravataí, mas temos muitas coisas reprimidas para fazer. Entendo as pessoas. Sabemos os problemas e estamos trabalhando para resolver o mais rápido possível.

 

Seguinte– Como tem sido lidar com os vereadores e políticos da base de governo e, também, oposição?

Zaffa – Nunca é fácil. Seja lidar com o secretariado e os servidores, seja com os vereadores de governo e oposição. Mas, na grande maioria, percebo em todos o mesmo objetivo de atender as pessoas, suas comunidades. Podemos discordar por vezes no modo de fazer, mas as intenções são as mesmas e o interesse público nos aproxima. Minha base reúne diferentes partidos e ideologias. Tem de lulista a bolsonarista. O bom é que a gurizada brinca entre eles, toca flauta, e coloca Gravataí em primeiro lugar. Hoje quando me perguntam sobre ideologia, ou quem simpatizo nessa polarização nacional, se sou Lula, se sou Bolsonaro, se sou Moro, se gosto ou não do Leite, respondo: sou prefeito de Gravataí.

 

Seguinte– Venceste nas urnas com um ‘Grande Eleitor’, o ex-prefeito Marco Alba. A história da política, não só em Gravataí, mostra que relações se desgastam. Como está a parceria Zaffa-Marco?

Zaffa – Muito boa. O Marco, que está de aniversário hoje, tem me ajudado muito. É um cara que quem conhece sabe que pensa política 24h, se dedica muito ao que faz, e o que estamos fazendo tem participação dele. Somos um governo de continuidade de um projeto que deu certo. Marco é muito discreto, não gosta de se chegar, não quer participar das inaugurações, mas eu vou lá e busco ele. Eu preciso do Marco, Gravataí precisa do Marco. É um cara do bem, que vive para as pessoas.

 

Seguinte– Tens feito o que gostaria no governo?

Zaffa – Sim. Algumas brigas avisei durante a campanha que compraria e comprei, mesmo que por vezes impopulares ou incompreendidas. Penso no futuro da cidade e governo com transparência. O ‘sincericídio’ que descreves. Não fujo das responsabilidades. Mas temos conseguido fazer muitas coisas boas e vamos fazer mais. É um compromisso com Gravataí. Temos um plano de investimento pesado e seguiremos transformando nossa cidade numa metrópole. Como sempre digo, hoje Gravataí é a melhor cidade gaúcha para investir e morar.

 

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Assista aos bastidores da vitória em lives no Face do Seguinte:

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