opinião

Stédile responde a Miki; o monumento ao herói fuzilado

Stédile nesta quinta, no loteamento Xará, em Gravataí

Na entrevista Pós golpeachment e sob ameaça de CPIs, Miki ataca, publicada nesta terça, perguntei ao prefeito de Cachoeirinha:

 

"(…)

Seguinte: – Como no golpeachment, sente falta do apoio dos ex-prefeitos do PSB, Vicente Pires e José Stédile?

Miki Breier – Pois então… Sinto a ausência dos que governaram a cidade para ajudar nos momentos de crise. Mário Bruck, presidente estadual do partido, falou comigo manifestando todo apoio, o Beto Albuquerque também me ligou. Os que passaram, não sei onde estão.

(…)"

 

Nesta quinta, consegui pelo menos uma frase de Stédile sobre a entrevista. O ex-prefeito e ex-deputado federal está licenciado da presidência estadual do partido desde que assumiu a Secretaria de Obras e Habitação do governo Eduardo Leite.

– Meu foco é ajudar a resolver alguns dos graves problemas sociais do Estado, como o déficit habitacional. Neste momento meu pensamento não é eleitoral.

É um comentário em ‘modo Stédile’, mas ao aparentemente pouco falar, diz muito. Não há, do principal avalista da eleição de Miki, uma palavra sequer de solidariedade.

Stédile estava em Gravataí, junto a técnicos ligados ao departamento de Regularização Fundiária e Reassentamento, acompanhando o cadastramento de famílias no Xará, em Gravataí.

– É o primeiro passo para regularização da área – explicou.

Stédile parece tratar Miki como o herói incômodo, de Millôr. Aquele sobre o qual resta um recurso: fizilá-lo e erguer-lhe um monumento.

Vicente Pires, também citado, não atende o celular.

 

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