crise do coronavírus

Sem doses, Gravataí e Cachoeirinha vão demorar mais de um ano para vacinar; Hoje é 56 de dezembro de 2020

Gravataí e Cachoeirinha receberam apenas 2.286 doses

No ritmo atual de recebimento e aplicação das vacinas Gravataí e Cachoeirinha demorariam mais de um ano para imunizar toda a população.

As duas prefeituras, que receberam do Ministério da Saúde 1.474 e 812 doses, respectivamente, e aplicaram em 3 dias, aguardam para esta segunda novas remessas da CoronaVac. O número de doses ainda não foi divulgado pela 1ª Coordenadoria Regional de Saúde.

Com 283.620 habitantes, Gravataí demoraria 577 dias, ou 19,2 meses, vacinando de segunda a segunda.

Com 118.278 habitantes, Cachoeirinha demoraria 437 dias, ou 14,5 meses.

 

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Devido ao número de doses recebidas, os dois municípios não conseguiram vacinar nem o grupo prioritário definido pelo Ministério da Saúde, que são profissionais de saúde da linha de frente e idosos em asilos, que correspondem a 3 mil pessoas em Gravataí e 2,5 mil em Cachoeirinha.

Sem esquecer de lembrar que as vacinas são aplicadas em duas doses, a próxima em 15 dias.

A ‘ideologia dos números’ serve de alerta. A esperança está no ar com a chegada da vacina, mas a normalidade está longe de ser uma realidade.

 

Siga o clipe que o Seguinte: fez da vacina e, abaixo, analiso

 

Apesar da Cogestão fixar por decreto regras da bandeira laranja para Gravataí, ainda são de bandeira vermelha, de alto risco, os indicadores do mapa preliminar da 38ª semana do Distanciamento Controlado, divulgado sexta-feira pelo Governo do RS.

A média de casos e mortes em Gravataí segue a mesma desde o início de janeiros. Eram 10.022 infectados no primeiro dia de 2020, até às 15h do dia 25 são 11.457. São 1.435 pessoas que contraíram a COVID-19, ou uma a cada 2 horas. As vidas perdidas chegam a 265. Eram 235 óbitos dia 1º. Já são 30 mortes em janeiro, mais de uma por dia.

No geral da Região 10, o índice de leitos ocupados diminuiu de 83,8% para 76.4 nos últimos 25 dias.

Em Gravataí, a ocupação no Hospital de Campanha e no Dom João Becker também caiu um pouco, apesar de estar ainda no alerta vermelho. Se, no dia 1º, 17 das 19 UTIs covid estavam ocupadas, hoje são 16. Abriu um leito. Se 15 dos 22 leitos de recuperação estavam ocupados no início do mês, hoje são 11.

Houve piora na ocupação de respiradores. Dia 1º eram usados 17 de 25, hoje são 19.

Nas UTIs não covid segue a mesma tragédia de antes da pandemia: 10 das 10 UTIs estão ocupadas e há 40 pacientes para 14 leitos de enfermaria, o que significa pessoas aguardando em macas, cadeiras de rodas, sentadas no chão ou escoradas na parede.

Ao fim, reafirmo: a ‘ideologia dos números’ serve de alerta; a esperança está no ar com a chegada da vacina, mas a normalidade está longe de ser uma realidade.

Cuidemo-nos. Não importa seu lado na ferradura ideológica, basta não a calçar, por sugestão ou gosto. A pandemia não terminou. Hoje é 56 de dezembro de 2020.

 

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