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Reforma da Previdência de Gravataí: Professores surpresos com fim de negociações; ’Somos contra esse pacotaço’

Vitalina Gonçalves, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública de Gravataí, o SPMG

A presidente do sindicato dos professores de Gravataí (SPMG) estranhou o encerramento por parte do governo Luiz Zaffalon (MDB) das negociações pela Reforma da Previdência Municipal, que será entregue à Câmara pessoalmente pelo prefeito nesta segunda-feira, como detalhei em Uma Reforma da Previdência para salvar não só aposentadorias, mas investimentos por 20 anos em Gravataí; A Falha de San Andreas.

– Ainda não recebemos resposta de ofício protocolado dia 14, onde informamos a necessidade de acesso aos dados do IPG (o instituto de previdência) e da consultoria contratada pela Prefeitura. Nossa intenção era contratar um atuário para fazer exercícios de possíveis alternativas para enfrentar o déficit – disse Vitalina Gonçalves ao Seguinte:.

No artigo que publiquei hoje o prefeito argumenta que, após cinco reuniões, sindicalistas não apresentaram alternativas que enfrentassem definitivamente o rombo de R$ 1,1 bilhão para garantir as aposentadorias pelos próximos 20 anos.

– Ainda não acredito que o prefeito vai protocolar os projetos na Câmara sem responder nossos questionamentos ou mesmo nos comunicar. Acreditávamos no diálogo, como aconteceu com o ISSEG – lamenta a sindicalista, lembrando a negociação ocorrida no governo Marco Alba (MDB) para criar o novo instituto em vez de extinguir o plano de saúde dos servidores municipais.

Vitalina confirmou a contrariedade da categoria à reforma apresentada pelo governo.

– É uma reforma injusta para o servidor, que sempre contribuiu religiosamente para a previdência. O atuário sempre indicou que o principal problema foi o uso em outros fins do dinheiro recolhido para aposentadorias – argumenta, sintetizando a avaliação do conselho de representantes do SPMG após reunião na quinta-feira.

A aposta da presidente é no debate junto aos 21 vereadores, apesar de, trato disso em artigo posterior, mas já confirmo: o governo tem os 14 votos necessários para aprovação entre os 21 parlamentares com a morte de Nadir Rocha (MDB) e a posse do suplente Áureo Tedesco (MDB).

– O governo e sua consultoria preparam o projeto há quatro meses. Em 15 dias e sem acesso ao banco de dados do IPG não temos como apresentar soluções. Acreditamos que os vereadores serão justos e permitirão o tempo necessário para o debate. Ou fomos chamados pelo governo apenas para dizer “sim” ou “não”? Se for isso, a resposta é “não” a esse pacotaço – conclui Vitalina Gonçalves.

Assim que os projetos forem postados no sistema do legislativo atualizo os links aqui neste artigo.

Fato é que, como tenho alertado, há possibilidade de uma ‘greve pelo bolso’, como tratei ainda em 1º de maio em Greve à vista em Gravataí e Cachoeirinha; Sanitária, por volta às aulas, e pelo bolso, por reforma da previdência. Mas uma paralisação pode não ter apoio popular, como antecipo nesta manhã, em Uma Reforma da Previdência para salvar não só aposentadorias, mas investimentos por 20 anos em Gravataí; A Falha de San Andreas:

 

“…

Chamo “pauta-bomba (nem tão) impopular e inevitável” porque a Reforma da Previdência, direta ou indiretamente, mexe com toda Gravataí e pode levar até a uma 'greve pelo bolso', mas também provocar pressão da sociedade sobre o funcionalismo por estar dividindo essa conta bilionária.

É que, sem torcida ou secação, analisando pragmaticamente conforme o Zeitgeist, o ‘espírito do (nosso) tempo’, se os servidores, em um fim de mês perpétuo sem reposição salarial, têm seu direito a protestar pelo aumento no tempo de contribuição para garantir suas aposentadorias, o restante da população também pode simpatizar com uma reforma que economiza um hospital a cada quatro anos.

Fato é que, se a Câmara não aprovar, tenho informação de que o governo deve buscar a extinção do IPG para devolver os servidores para o INSS. Se também não conseguir autorização legislativa, vai pagar enquanto der. E, conforme o próprio Zaffa já alertou, sem reforma o orçamento termina em julho. Significa um inevitável calote no dinheiro das aposentadorias.

…”

 

Ao fim, concluo mais uma vez da mesma forma: é inegável que a previdência é uma ‘Falha de San Andreas’. Só que a cada ano as placas tectônicas se abrem mais. Como está, vai engolir Gravataí, com funcionalismo & tudo.

 

ATUALIZAÇÃO 21H

 

Assista vídeo de Zaffa na Câmara e, abaixo, conheça os projetos da reforma

 

A REFORMA DA PREVIDÊNCIA MUNICIPAL

CLIQUE AQUI para acessar o projeto de emenda à Lei Orgânica 2/2021.

CLIQUE AQUI para acessar o projeto de lei 39/2021.

CLIQUE AQUI para ler o projeto de lei complementar 2/2021.

CLIQUE AQUI para ler o projeto de lei complementar 3/2021.

 

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