eleições 2020

Quem mais perdeu na eleição de Gravataí; o Diabo em Moscou

Anabel e Bordignon na campanha de 2020

Na série Grandes Lances e Piores Momentos, vou analisar quem 'ganhou', quem 'perdeu' e quem 'empatou' nas eleições 2020. Neste artigo, o maior perdedor de Gravataí

 

A análise política é como os diferentes informes sobre o Diabo chegando na Moscou de O mestre e Margarida, de Mikhail Bulgákov. Para uns, tinha estatura baixa, dentes de ouro e mancava da perna direita; para outros era enorme, as coroas dos dentes de platina e mancava da perna esquerda. Sem torcida ou secação, agarro-me à ‘ideologia dos números’ ao considerar Daniel Bordignon como principal derrotado das Eleições 2020.

Por que o ex-prefeito e não Anabel Lorenzi, sua candidata à Prefeitura de Gravataí? Acontece que a professora já estava ‘aposentada’ politicamente quando o então ‘Grande Eleitor’ foi resgatá-la para as urnas, em maio de 2019, quando ainda estava impedido de concorrer. Ela fez metade da votação de quatro anos antes e menos de um terço de oito anos atrás.

Em Um encontro de 70 mil votos; ainda os tem?, quando entrevistei Anabel, Daniel e Rosane Bordignon em frente a um tabuleiro de xadrez no qual as peças dispostas mostravam que a Rainha restava protegida, a conta da esperança fazia chegar aos 70 mil votos a soma dos confirma recebidos pelos três políticos em 2016 e na eleição suplementar de 2017.

A eleição deste ano termina com Bordignon perdendo o título de ‘Grande Eleitor’ para Marco Alba, como tratei em Segue o líder Marco Alba; O grande vencedor da eleição em Gravataí, e com seu grupo, de Rosane e Anabel fazendo menos da metade dos votos de Dimas Costa (PSD), que saiu das urnas como segunda força política de Gravataí.

Como Rosane foi candidata a vice, a família também não manteve o mandato na Câmara, cuja bancada de vereadores eleitos pelo PDT – Bino, Thiago de Leon e Dilamar Sores – reputo mais distante, do que próxima aos ‘Bordignons’.

Inegável é que, mesmo mantida a coerência ideológica, ou talvez por, foi a eleição não de Daniel. Mas, resta Bordignon um cadáver político?

Aí volto a O mestre e Margarida. O Diabo, diferente das primeiras lembranças dos moscovitas, não mancava de nenhuma das pernas, sua estatura não era nem baixa nem enorme; em relação aos dentes, do lado esquerdo as coroas eram de platina e, do lado direito, de ouro; o olho direito era preto, e o esquerdo, verde. As sobrancelhas negras, uma mais alta que a outra.

Como tratei em TSE e os ’ficha suja’: a questão não é se Bordignon pode concorrer em 2020 e sim em 2024, para seu bem, ou mal eleitoral, nova condenação deve tirar Bordignon das urnas também em 2022. Porém, em 2024 o professor aposentado estará livre para concorrer à Prefeitura que já governou entre 1997 e 2004 e saiu com alta popularidade.

Ao fim, fato é que as urnas de 2020 derrubaram o mito do Bordignon ‘Grande Eleitor’ de Stasinski, Rita, Rosane e outros homens e meninos de confiança. Já para o fim do Bordignon campeão de votos, como o foi em 2016, é preciso aguardar 2024.

 

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CLIQUE AQUI para assistir entrevistas com personagens da eleição para a Seguinte: TV.

 

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