opinião

Presidente da Câmara não se comporta à altura do cargo em Cachoeirinha; Conga, conga, conga

Edison, com prefeito Miki Breier ao fundo, na sessão de posse do novo Conselho Tutelar

O mandato de segurança perdeu o objeto com a saída dos vereadores Ibarú Rodrigues, Marco Barbosa e Jack Ritter do PSB, mas não poderia deixar de comentar uma consequência perigosa de ação judicial não cumprida pela Câmara de Cachoeirinha.

O presidente Edison Cordeiro (Republicanos) não fez valer quando recebeu decisão do juiz Eduardo Furian Pontes, da 1ª Vara Civil, sobre a escolha da liderança da bancada socialista, atendendo pedido dos vereadores do partido, Joaquim Fortunato e Jussara Caçapava.

Os políticos pediam a desconsideração dos nomes dos três vereadores expulsos da sigla, que nominei na abertura do artigo.

Perdeu o objeto, mas inscreve-se nos anais do legislativo o descumprimento de uma ordem judicial pela presidência. O Legislativo desrespeitou o Judiciário.

Aí alerto para o comportamento do presidente. Nada a ver com as metralhas de teclados no Grande Tribunal das Redes Sociais, e gritos na assistência de sessões da Câmara, comparando a condução de Edison em seus primeiros dias a ditadores e criminosos da história do mundo.

Menos, milícias digitais!, que atuam nos lados canhoto, destro e também no meio da ferradura ideológica. Inegável é, apenas, que o pastor não tem agido como um magistrado, o que recomenda a presidência de um Poder, o Legislativo.

Em minha opinião, não se comporta a altura do cargo.

Edison tem agido como líder da oposição.

Outro exemplo? Acompanhou integrantes da ‘CPI da SKM’, e bateu foto sorrindo para aparecer no Facebook, na entrega de relatório ao Ministério Público de Cachoeirinha.

Os vereadores da CPI levarem o documento ao MP, ok. Mas o presidente acompanhar a entrega de um relatório arquivado pela maioria dos parlamentares da casa que preside, é agir como um vereador qualquer, não como presidente dos 17.

Ao fim, Edison é o todo poderoso do legislativo e faz o que achar conveniente. Se quiser cantar 'Conga, conga, conga', como o famoso cantor homônimo, ou recitar algum salmo, a democracia permite. 

Mas a História de Cachoeirinha vai registrar se agir como um Eduardo Cunha, e já alertei para isso ano passado, no artigo Câmara de Cachoeirinha no ’modo Eduardo Cunha’.

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