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Políticos divergem sobre pedágio na ERS-118; A ’fake news sobre a fake news que não era fake news’

Principal obra do Estado, duplicação foi entregue em dezembro nos 21,5 quilômetros entre Sapucaia do Sul e Gravataí

A manifestação de Juvir Costella (MDB), que reportei neste domingo em Secretário de Estado diz que é ’fake news’ pedágio no trecho duplicado da ERS-118, já causou acidente político em Gravataí. Paulo Silveira (PSB), vereador que organiza movimento contrário à concessão da rodovia após R$ 400 milhões de investimentos públicos nos 20 anos de duplicação, divulgou nota. O parlamentar colide com o governo Eduardo Leite (PSDB), integrado por seu partido, como tratei em A Gravataí contra o pedágio na ERS-118; É privataria.

Reproduzo a nota e, abaixo, sigo.

 

“…

FAKE NEWS, NÃO. RECUO DO GOVERNO E VITÓRIA (POR ENQUANTO) DA PRESSÃO DA SOCIEDADE!

Ficamos felizes e curiosos com a manifestação do secretário estadual de Transportes, Juvir Costella, na tarde deste domingo, afirmando que não será instalado pedágio no trecho recém duplicado da ERS-118, entre Gravataí e Sapucaia. Ele afirmou que o estudo de concessão de rodovias prevê a concessão apenas do trecho que ainda precisa ser duplicado, ente nossa cidade e Viamão.

No entanto, em entrevista divulgada pelo portal GZH dia 25 de maio, o secretário extraordinário de parcerias do governo gaúcho, Leonardo Busatto, disse que a intenção é que o vencedor do leilão se responsabilize pela manutenção da ERS-118 e pela duplicação entre Gravataí e Viamão. O secretário afirma que, se houvesse rejeição, a proposta poderia ser retirada, mas a rodovia ficaria mais 30 anos sem investimento. “A proposta é que tenha pedágio na 118. A alternativa é tirar a 118 das concessões e não ter investimentos pelos próximos 30 anos. Demorou quase 30 anos pra duplicar. Em pouco tempo, voltará a ficar cheia de buracos e mal sinalizada, se não estiver na concessão. Mas é uma escolha”, afirmou.

Conforme a reportagem, uma análise preliminar já identificou dois locais (ainda não divulgados pelo governo) que poderiam receber uma praça de pedágio. O governo do Estado também já divulgou que o estudo de concessão está em fase de conclusão, enquanto o secretário Costella diz que está em estágio inicial e a sociedade seria ouvida. Então, QUEM ESTÁ FALANDO A VERDADE? O secretário Busatto ou o secretário Costella?

Entendemos que o governo do RS recuou com a pressão das Câmaras de Vereadores e sociedade civil organizada da região. Nós não queremos pedágio dividindo nossas cidades! Devemos manter a pressão e seguir vigilantes para garantir que a ERS-118 siga sem pedágio e com manutenção!

#ers118sempedagio

…”

 

Sigo eu.

Ao apontar contradições do secretário Costella, Paulo Silveira usa dos mesmo fatos, aqueles chatos que atrapalham argumentos, que usei no artigo de domingo para desmontar a versão da “fake news”: o secretário de parcerias do governo gaúcho, Leonardo Busatto, deixou a possibilidade em aberto ao dizer à GZH que a intenção do governador é de que o vencedor do leilão se responsabilize pela manutenção da ERS-118 e pela duplicação entre Gravataí e Viamão.

Associo-me ao vereador para perguntar: quem está falando a verdade, Costella ou Busatto?

Parece-me, como ao parlamentar, que a mobilização em toda a região levou o governo a um recuo, o que recomenda vigilância para que o governador não mude de ideia como fez nas ‘pautas-bomba’ do pagamento em dia do funcionalismo a partir do segundo ano de mandato, o aumento no ICMS e a privatização da Corsan.

Ao fim, como conclui ontem, a garantia de que não haverá pedágio no trecho duplicado entre Gravataí e Sapucaia é uma boa notícia. Do contrário, seria privataria, um escândalo.

Mantenhamos, os contrários ao pedágio, atenção total na pista política, para que não experimentemos uma “fake news sobre a fake news que não era fake news”.

 

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