opinião

Pablo Hernandez agora é E-E-Eymael; a tara e o assombro dos ’petralhas’

Pablo Hernandez ao lado de Eymael, em São Paulo, na postagem em que anuncia novo partido

Pablo Hernandez até tenta, mas o PT não sai da aba dele.

Explico. Antes (já sorriram?), um pouco de contexto.

O policial federal é um dos bolsonaristas mais articulados de Cachoeirinha, crítico de primeira hora do PSL e entusiasta da criação do Aliança pelo Brasil por seu ‘mito’.

É personagem de little falls pelas ideias, já que no voto ainda não teve sucesso: na campanha de 2018, concorrendo a deputado estadual recebeu 131 confirmas, aparecendo no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com 0,00% dos votos válidos.

Apesar de Hernandez incontestavelmente ter sido identificadíssimo com Jair Bolsonaro na campanha, seu partido à época, o PROS, foi aliado de Lula e Fernando Haddad.

Agora o federal assume a presidência estadual da Democracia Cristão (DC). É o partido do folclórico, porém articuladíssimo José Maria Eymael. Aí volta ao PT a ‘assombrar’ Hernandez.

“E-E-Eymael, um democrata cristão” – não há quem esqueça de lembrar o jingle presidencial – também apoiou Haddad.

O Google rememora quem quiser pesquisar. Eymael se aliou aos ‘petralhas’, e esse é um dos bordões de um Hernandez sempre ativo nas redes sociais, depois daquela que foi talvez a maior diatribe da ‘famílícia’ – aqui, para equilibrar, uso outro chavão, mas do lado canhoto da ferradura ideológica.

– As declarações do filho de Jair Bolsonaro afastam qualquer possibilidade de neutralidade – postou Eymael, ao abrir apoio, após Eduardo Bolsonaro aparecer em vídeo durante palestra, respondendo a uma pergunta sobre uma hipotética ação do Exército no caso de o STF tente impedir seu pai de assumir a Presidência:

– Bastaria um soldado e um cabo para fechar o Supremo.

Em 2019, o DC seguiu com dando ‘block’ em Bolsonaro. Nota assinada por Eymael negou aproximação com o governo e apresentou a Democracia Cristã como “independência construtiva”.

Não é torcida ou secação, até porque se me movesse por isso, Hernandez estaria entre as pessoas que não conheço pessoalmente, mas admiro, porque mesmo quando sarcástico, e com uma tara pelo anti-petismo, é respeitoso e democrático ao defender seus ideais.

Ao fim, veremos onde vai dar a nova aventura do bolsonarista Hernandez, que deve ser candidato a prefeito de Cachoerinha pela Democracia Cristã, do ‘petralha’ Eymael.

O Millôr ensinou:

– No combate ao status quo é preciso muito cuidado. Senão a gente acaba destruindo o status sem mexer no quo.

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