opinião

O que interessa o casamento do Bolsonaro? Fiscais do alheio

Michelle com Jair Bolsonaro, no dia da posse na Presidência da República

Canalha essa viralização da ‘suspeita’ de que a primeira-dama Michelle Bolsonaro tem um caso com o ministro demitido Osmar Terra.

Não é preciso aprofundar a análise para ver como está inoculado em diferentes ‘eleitores de estimação’ esse 'vírus BBB-20'. Por isso trato com a profundidade de uma poça de lama.

O que interessa para o presente e o futuro do país se o ‘mito’ é ‘corno’? – e uso a expressão porque #BolsonaroCorno é o assunto do momento no Brasil, Trending Topics no Twitter a partir do momento em que começo a escrever, às 17h deste domingo.

Pior é ver em postagens e compartilhamentos o gozo de esquerdistas ou simpatizantes, que tanto criticaram baixarias de ‘gente de bem’ contra Dilma.

Uso como exemplo o adesivo das pernas abertas no tanque de combustível, ou o “vai tomar no cú” gritado pela turma da camiseta da CBF no estádio, na Copa do Mundo.

Sororidade é apenas um substantivo a ser pesquisado no Google?

Entre direitosos, extremos e explícitos, ou envergonhados, é tragicômico observar a reclamação por uma suposta ‘fake news’ sobre o caso extraconjugal em uma perfeita família evangélica.

Afinal, é uma indignação seletiva para muitos, ativos ou passivos nos grupos de WhatsApp dos parentes, desde a eleição ‘mamadeira de piroca’ em 2018.

A vida conjugal de Bolsonaro não deveria interessar. Onde vai chegar investigação sobre rachadinha do filho e cheque de miliciano na conta da primeira-dama, sim. O namoro de Lula não deveria ser glamourizado e nem demonizado, provas reais de corrupção, por óbvio. O caso de FHC não deveria ser mais notícia do que aquilo que não se deu após a revelação do depósito do ‘mesmo de sempre’ da Odebrecht.

Gostemos deles ou não, a vida privada desses idosos, não interferindo na atividade política, deveria dizer respeito apenas a eles e suas cuidadoras.

Ao fim, bomba o ‘Grande Tribunal das Redes Sociais’ e metralham teclados milícias digitais canhotas, destras ou muristas, onde cabe perfeitamente a millôriana: ninguém sobe, nem desce; não concede e também não sai de baixo, e enche qualquer show medíocre.

Híbridos do Zeitgeist, o espírito desse tempo. Ou, traduzindo para a linguagem da baixaria desta domingueira, 'fiscais do cu alheio', de diferentes lados da ferradura ideológica.

Estamos ferrados!

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