crise do coronavírus

O quão Gravataí está longe da falta de ar de Manaus; Bandeira vermelha nos indicadores, laranja no decreto

Manaus vive o caos sem oxigênio para pacientes internados com a COVID e outras doenças

Pelos indicadores Gravataí permanece na bandeira vermelha, no mapa preliminar do Distanciamento Controlado, divulgado no final da tarde desta sexta pelo Governo do Estado. Por decreto, cujo nome técnico é ‘Cogestão’, a Grande Porto Alegre aplica regras da bandeira laranja.

Na 37ª rodada do modelo de Distanciamento Controlado apenas uma região do Rio Grande do Sul, Caxias, em bandeira laranja, de risco médio, não apresenta na ‘ideologia dos números’ dados de bandeira vermelha, de alto risco de esgotamento da capacidade hospitalar e velocidade de propagação do coronavírus.

Conforme nota técnica da Secretaria Estadual da Saúde, “mesmo com a expansão da rede de atendimento iniciada pelo governo do Estado em hospitais e municípios, devido ao aumento dos internados por outras causas, houve pequena elevação, nesta semana, no número total de leitos de UTI ocupados”.

Em 15 dias Gravataí registrou um infectado a cada partida de futebol. Uma vida é perdida para a COVID-19 em menos de dois dias. São 20 óbitos. São índices próximos ao pico de agosto.

Se na Região 10, a qual pertencem Gravataí, Cachoeirinha, Glorinha, Alvorada, Viamão e Porto Alegre, a ocupação dos leitos de UTI caiu de 82,8% no último dia de dezembro para 78.3 na noite deste dia 15 de janeiro, a taxa em Gravataí segue a mesma.

Das 19 UTIs do Hospital de Campanha e do Dom João Becker, 17 seguem ocupadas. Dos 22 leitos de recuperação, 15 estavam ocupados dia 31 e 14 estão hoje. Dos 25 respiradores, 17 estava, e estão, ocupados nestes 15 dias.

Nas UTIs não covid, é só reprisar a tragédia de antes da pandemia. As 9 UTIs seguem ocupadas como sempre e para os 14 leitos de enfermaria há 39 pacientes. Dia 31 eram 40, em macas, cadeiras de rodas, no chão ou escorados nas paredes.

Ao fim, é preocupante, mas não uma tragédia como Manaus. Se lá a média é de 3.816 casos por dia, em Gravataí são 47.4. Temos 711 no mês. Se na capital amazonense já se registraram em 2021 258 mortes em apenas um dia, aqui temos 255 desde março de 2020.

Mantenhamos os cuidados. O avião da vacina ainda não foi carregado. São tempos sombrios no Brasil. Já tinha conhecimento de governos deixando pessoas morrerem de fome. De falta de ar, nunca.

 

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