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O ’Fica GM’ e o ’Tchau Pirelli’; O prefeito de Gravataí não fez que não era com ele

Prefeito Luiz Zaffalon em videoconferência com executivos da Pirelli

Acerta o prefeito Luiz Zaffalon ao não se esconder de duas 'crises', quando poderia ficar quieto, encastelado no Palacinho ocre da José Loureiro da Silva, esperando o Grande Tribunal das Redes Sociais culpar Jair Bolsonaro, Eduardo Leite, a pandemia ou o deus mercado pelo risco da GM pinotear, ou a Pirelli confirmar o ‘Tchau, Gravataí’.

Não.

O prefeito procurou a cúpula da GM, após o artigo que publiquei, A GM vai embora de Gravataí; O ’Tchau, Ford!’ e nós. Zaffa ouviu da empresa, que responde por metade da arrecadação em impostos do município, a garantia de que não vai fechar, o que reproduzi em A GM fica em Gravataí; as garantias.

Nesta sexta o prefeito recebeu executivos da Pirelli. O release no site da Prefeitura diz Reunião virtual com representantes da Pirelli fala sobre permanência da empresa em Gravataí.

Já sabedor do PDI, o plano de demissão acordado entre funcionários da empresa e o sindicato dos metalúrgicos para o encerramento das atividades neste ano, o que já tratei em artigos como Como ficou plano de incentivo a demissões na Pirelli, pedi ao prefeito para dizer em uma escala de 1 a 10 a chance de a Pirelli ficar em Gravataí.

– 3.

Zaffa não mente.

“Tentei”, disse, contando que ouviu que o fechamento programado para maio deve acontecer em julho.

Se é outsider na política, o prefeito foi alto executivo na privatização da telefonia. Se há um celular na sua mão, Zaffa tem participação no Rio Grande do Sul. É por isso que tem dificuldade em vender a versão política. É da sua natureza dar a real.

Busquei a informação em outras fontes e ninguém sai do anonimato. Mas, em resumo, o governo federal não fez arminha: atirou na produção nacional ao zerar a alíquota para importação de pneus. Hoje, a cada 100 reais de custo, calcule quase 20 de vantagem para a China.

Os “3%” de chance da Pirelli ficar, conforme o Zaffa, são torcida de prefeito bairrista.

A Pirelli já era.

Já a GM fica.

– É moderna, produtiva, sempre investindo em tecnologia, atenta a geração Z, fez acordo com Microsoft sobre desenvolvimento de carros autônomos, tem dois carros daqui campeões de venda há 6 anos… – lista o prefeito.

Ao fim, reputo que Zaffa acerta.

Poderia curtir aqueles primeiros dias de governo sem polêmicas. Mas não teve medo de se envolver com o risco de a GM ir embora e a certeza da Pirelli já ter ido.

O sonho de tantos guris sempre foi, ou é, trabalhar na GM e na Pirelli. Mesmo que um prefeito pouco possa fazer para que essas gigantes fiquem em Gravataí, a demonstração de que está preocupado já é alguma coisa.

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