golpeachment

O capeta está solto em Cachoeirinha: querem tomar de assalto a Prefeitura; Minha sugestão para Miki

Miki Breier e Maurício Medeiros foram reeleitos com 19.699 para o mandato 2021-2024

Começo pelo mais importante: coitado do povo de Cachoeirinha! O capeta está solto até terça-feira e alguns, ou os mesmos, e mais uma vez, querem tomar de assalto a Prefeitura. Sugiro ao prefeito Miki Breier (PSB) pagar para ver e não ceder a eventuais extorsões que sub-repticiamente rastejam em processos de golpeachment, por vezes cometidas por gente cheia de B.O.s – políticos, cíveis e até criminais.

Antes, um pouco de contexto.

O autônomo Luiz Henrique da Fonseca, representado pelo advogado Adriano da Luz, apresentou na sexta um pedido de impeachment do prefeito e também do vice Maurício Medeiros (MDB), o que faz com que a admissibilidade seja votada já na terça. Luz já tentou o mesmo com Jair Bolsonaro, como tratei em Advogado de Cachoeirinha entra com pedido de impeachment de Bolsonaro; implode ‘A Fazenda’ bolsonarista local.

Para a comissão processante de três vereadores ser instalada é preciso maioria simples, ou 9 votos favoráveis entre os 17 vereadores.

Caso ao fim dos 90 dias de depoimentos e análise de documentos o relatório final recomende a cassação, são necessários 12 votos favoráveis (2/3) para afastar Miki e Maurício. A presidente da Câmara, Jussara Caçapava (PSB) assumiria como prefeita até a realização, em 90 dias, de uma eleição suplementar.

As ‘denúncias’ que constam na peça do golpeachment, que você acessa a íntegra clicando aqui, demonstram a obsessão pelo poder de um grupo político que perdeu a última eleição.

São resgatados fatos já investigados na tentativa de impeachment frustrada e em CPIs, ou então em apuração no Tribunal de Contas do Estado (TCE), Polícia Federal e Ministério Público, em sua maioria ocorridos em 2020 ou antes, no mandato anterior de Miki, o que, só por isso, configura um absurdo jurídico, uma tentativa de tribunal de exceção.

Uma das ‘denúncias’ prova que o grupo que articula o golpe, composto por políticos que se esgueiram por luzes e sombras, cercados por interessados e interesseiros, desinformados e informados do mal, não respeita o processo democrático que deu a Miki e Maurício a reeleição em novembro de 2020 – mesmo que por 318 votos, com mais votos que o segundo colocado, o Dr. Rubinho (PSL).

A peça aponta que prefeito e vice receberam indenizações ao fim do primeiro mandato. Reputo poderiam, por reeleitos, até receber e doar os valores, mas a percepção dos valores é legal, como para qualquer trabalhador, público ou privado, que encerre seu ‘contrato’.

De ‘novo’ no pedido de impeachment, apenas as velhas denúncias de suposto irregularidades no HC, como tratei em artigos como  Quer denúncia sobre o Hospital de Campanha de Cachoeirinha? Vai no OLX, sobrepreço no contrato da iluminação pública, em análise no TCE, que tratei em artigos como CPIs vão acabar em pizza sabor banana em CachoeirinhaA pizza já queimou em nova CPI de Cachoeirinha; O comportamento chimpanzé e o contrato da limpeza urbana, alvo do MP na Operação Proximidade, que usa como base CPI de 2020. Provas de corrupção? Nada, ainda, como tratei em Cachoeirinha: O que intriga no ’caso SKM’ que agora apreendeu dinheiro do prefeito e de empresários.

Tanto que o pedido de afastamento de Miki do cargo, tentado pelo MP, não foi considerado pelo desembargador Aristides Neto, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, que, como reportei em MP faz operação em Cachoeirinha por suspeita de corrupção no lixo; Do secretário afastado à CPI do Fantástico ou Zorra Total, autorizou a operação que fechou a Prefeitura durante a manhã do dia 1º, apreendeu o celular do prefeito, afastou o secretário de Infraestrutura Leo Charão e um engenheiro concursado da Prefeitura, cumpriu mandados de busca na empresa e casa de sócio da SKM na Paragem Verdes Campos, em Gravataí e confiscou dinheiro de políticos e empresários investigados.

Serão os vereadores os juízes?

Miki postou vídeo defendendo-se indiretamente.

Tudo isso acontece sob incentivo de caça-cliques, picaretas da comunicação, oportunistas e garotos de programas online – todos ligados a políticos, ou que se permitem ser usados para massagear egos e vaidades de parlamentares para obtenção de vantagens – que comandam páginas sem CNPJ no Grande Tribunal das Redes Sociais, que bem poderiam se chamar ‘Cachoeirinha da Extorsão’.

Aí vem minha sugestão a Miki.

Permita a abertura do impeachment. Teste quem é quem. Ajude a sociedade a compreender quem são os que pensam um pouco na cidade, ou apenas no poder, em cargos ou pichulé.

Sim, porque buscar uma nova eleição, apenas por suspeitas de casos que JÁ ESTÃO sob investigação de órgãos que tem a técnica e recursos necessários para fazê-lo, com menos de SEIS MESES de governo, é de uma irresponsabilidade que só a política mais rasteira permite.

Não esqueçamos que tudo isso acontece em uma pandemia e sob o luto de 412 vidas perdidas entre a ponte e a 59.

Se a Justiça apontar provas de corrupção, que Miki e Maurício sejam cassados e mandados para a lata de lixo da História. Não pode a Câmara já querer julgar casos em andamento apenas por ‘convicção’. E nem o MP, como a ‘Vaza Jato’ bem mostrou.

Esse denuncismo, e a autofágica permissão aos políticos apenas da presunção de culpa, nos levou à beira desse precipício nacional. E lá embaixo, olhando para cima, com gasolina a R$ 6, gás a R$ 105, propaganda de ovo no AgroÉPop da Globo e aqueles que apontaram corruptos na mesa do lado agora mais, ou tão bandidos quanto.

Talvez seja esse o pior momento dos poucos 55 anos de emancipação de Cachoeirinha. Neste artigo não vou citar nomes ou folhas corridas, para não misturar reputações. Mas, em algum momento, será obrigação jornalística fazê-lo, para que a sociedade conheça seus ‘juízes’. Assim como não tenho político de estimação e farei se Miki e Maurício um dia forem condenados corruptos, dentro dos devidos processos legais.

Ao fim, insisto em minha sugestão: pague para ver, Miki!

Se 12 vereadores abrem o processo de golpeachment, entre os 17 você precisa de apenas 5 contrários para arquivá-lo. Talvez com uma base na Câmara que realmente acredite, e se associe a seu programa de governo, tudo funcione melhor e Cachoeirinha se livre de vez da CCmania, da histórica cultura do toma-lá-dá-cá.

Sei gostas de Belchior. Inspire-se na última canção do lado B do álbum “Alucinação”, de 76. Tudo está como o diabo gosta. Não reverencie ao pior da política.

 

“Não quero regra nem nada

Tudo 'tá como o diabo gosta, 'tá

Já tenho este peso, que me fere as costas

E não vou, eu mesmo, atar minha mão

O que transforma o velho no novo

Bendito fruto do povo será

E a única forma que pode ser norma

É nenhuma regra ter

É nunca fazer nada que o mestre mandar

Sempre desobedecer

Nunca reverenciar”

 

Ouça o Belchior

 

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