política

Nota de repúdio a Deadpool: Prefeitura de Gravataí anuncia que buscará responsabilização criminal e judicial em incidente envolvendo vereador e médica; ’Conduta aviltante’, diz Dr. Levi

Dr. Levi, prefeito em exercício de Gravataí, assina nota de repúdio da Prefeitura ao incidente, que virou caso de polícia, envolvendo médica concursada que trabalha há 15 anos na USF do Barro Vermelho e o vereador Fernando Pacheco (DEM), alcunha Deadpool, o que revelei com exclusividade na noite desta sexta-feira em Vereador Deadpool é levado em viatura para registrar B.O. em Delegacia após incidente com médica em posto de saúde de Gravataí; O futuro ’Boca Aberta’?.

Reproduzo na íntegra e, abaixo, sigo.

 

“….

NOTA DE REPÚDIO

A Prefeitura de Gravataí e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) manifestam irrestrita solidariedade à médica Andréa Glauche Zukov, da Unidade de Saúde da Família Barro Vermelho, que na tarde da última sexta-feira, 4, foi alvo de conduta aviltante por parte do vereador Fernando Pacheco (Deadpool). A pretexto de fiscalizar o funcionamento da USF, de forma arbitrária e desrespeitosa, o vereador invadiu o consultório médico e, valendo-se de sua imposição física, destratou e ameaçou a Dra. Andréa.

Reconhecemos a prerrogativa legal de os vereadores fazerem visitas de inspeções de funcionamento dos órgãos públicos municipais. No entanto, a ninguém é dado o direito de faltar com o respeito com os servidores, muitas vezes trabalhando na exaustão física diante de ilimitadas demandas, como é o caso da saúde. As fiscalizações e as intervenções com dignidade e lógica racional sempre serão bem-aceitas, mas as táticas de arrogância, intimidação, distorções da realidade e exposições de inverdades dos fatos nas redes sociais não podem ser tolerados.

Os cidadãos que assumem alguma forma de representatividade da população não podem atuar com desrespeito, perseguição ou assédio nos ambientes de trabalho. Os servidores da saúde permaneceram atuantes o tempo todo nessa batalha que a pandemia nos trouxe, em um cenário mais delicado do que já vivíamos.

A atuação do vereador Fernando (que está na função há pouco mais de um ano) contra a médica, que atua há mais de 15 anos em uma mesma comunidade, sendo reconhecida por todos como excelente profissional, foi ultrajante e descabida, ultrapassando todos os limites da civilidade. Que a verdade da atuação desse representante seja esclarecida na Justiça.

A Prefeitura de Gravataí buscará, judicial e criminalmente, repor a verdade e imputar a responsabilidade pelas agressões sofridas pela servidora pública em seu local de trabalho.

Dr. Levi Lorenzo Melo

Prefeito Municipal em Exercício

…”

 

Sigo eu.

Conclui assim o artigo de ontem: “A atuação do parlamentar virou caso de polícia. Se Deadpool tem ou não razão, será ou não enquadrado como vilão ou vítima, o inquérito policial dirá. Mas prevê o artigo 331 do Código Penal que é crime “desacatar funcionário público no exercício da função ou em razão dela”. A pena é de detenção, de seis meses a dois anos, ou multa. Por isso, politicamente, o vereador também precisa se preocupar: 14 votos entre 21 vereadores podem cassá-lo, caso considerado culpado por uma comissão de ética. Se ligar para colegas, Deadpool não vai sextar tranquilo”.

Como alertei em outubro do ano passado, em Fernando Deadpool age como um Boca Aberta de Gravataí; Um vereador a cliques da perda do mandato, “arrisca o gravataiense, como o deputado federal Boca Aberta, ganhar cliques, mas ser cassado”.

Boca Aberta perdeu o mandato em agosto do ano passado após transitar em julgado processo que lhe suspendeu os direitos políticos por 8 anos por condenação na Câmara Municipal de Londrina (PR) por quebra de decoro parlamentar. Os colegas entenderam que ele disseminou fake news em ataques contra colegas, além de ter invadido uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA).

Reputo só piorou a situação do vereador de ontem para hoje. Repare o que anuncia o prefeito em exercício no encerramento da nota de repúdio: “A Prefeitura de Gravataí buscará, judicial e criminalmente, repor a verdade e imputar a responsabilidade pelas agressões sofridas pela servidora pública em seu local de trabalho”.

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