política

Não é fake a análise do PDT sobre Reforma da Previdência de Gravataí; Nota de Anabel quebra o silêncio

Anabel Lorenzi, em 22 de maio, dia em que, professora da rede municipal, recebeu a primeira dose da vacina contra COVID-19

Anabel Lorenzi, presidente do PDT, assina nota sobre a Reforma da Previdência de Gravataí, divulgada após o artigo que postei ontem no Seguinte:, De presente para Zaffa, a aprovação da ’reforma das reformas’ de Gravataí; Quem ganha, quem perde.

Reproduzo na íntegra a nota da presidente e, abaixo, sigo.

 

“…

1. Há meses a Reforma da Previdência é pauta de debates no nosso município. No mínimo, desde a última eleição o tema é objeto de discussão dos partidos e dos políticos de Gravataí.

2. O projeto vencedor em 2020 anunciou desde aquela época que faria a Reforma da Previdência de qualquer jeito. Nós, do PDT, por outro lado, dissemos que faríamos a Reforma a partir de um amplo e profundo debate com toda a sociedade e, em especial, com os servidores públicos e as servidoras públicas pois estes são os principais atores envolvidos no processo.

3. O PDT tem como marca histórica a defesa da democracia. Isto vale para fora e para dentro do Partido. Ou seja, neste debate sobre a Reforma da Previdência não abrimos mão de chamarmos o diálogo com os representantes dos servidores públicos e das servidoras públicas, nem com nosso Diretório Municipal , instância máxima do Partido, e com a bancada do PDT na Câmara de Vereadores.

4. Após recebermos a proposta das mãos do próprio Prefeito Municipal, acreditamos que realmente o processo de discussão estava aberto e iniciamos, portanto, nosso debate interno ouvindo representantes do Sindicato dos Professores e profissionais especializados no tema da Previdência.

5. Porém, no momento em que estamos construindo internamente contrapropostas para vários tópicos do Projeto de Lei apresentado pelo Governo Municipal, para nossa surpresa, somos atacados  por fazermos justamente o debate interno de maneira transparente e democrática.

6. Enquanto a maioria dos partidos e dos vereadores já tinha posição fechada antes mesmo do Projeto ser protocolado, nós do PDT, de fato, nos dispomos a uma discussão franca e propositiva acerca da Reforma com o intuito de reduzir danos para os servidores públicos e as servidoras públicas, bem como para as contas da Prefeitura.

7. Em tempos de polarização e necessidade de lacração, fica evidente que apenas nós nos dispomos a fazer realmente um processo de diálogo e de construção coletiva com todos envolvidos na questão em pauta.

8. Lamentável, ainda, que estejamos recebendo a pecha de estarmos em cima do muro quando, na verdade, estamos fazendo aquilo que a democracia e o cenário atual exigem: o exercício do diálogo e da busca de soluções equilibradas para os problemas relativos à aposentadoria dos servidores públicos e das servidoras públicas, às finanças públicas e ao rombo do IPAG.

9. Sobre manifestações individuais de lideranças políticas do Partido, cabe esclarecer que nenhuma delas representa a posição oficial do PDT, pois a mesma será apresentada no momento em que as instâncias partidárias encerrarem a discussão.

10. Por fim, reafirmo que é necessário fortalecermos o diálogo na política ou não há política.

…”

 

Sigo eu.

Anabel acerta ao fazer o que ainda não tinha feito em meio à 'pauta-bomba' de turno na política da aldeia: apresenta uma manifestação pública do PDT antes da votação que, conforme publicado no site oficial da Prefeitura, deve ocorrer na terça-feira.

A professora pode ter frustrado quem já esperava um ‘sim’ ou ‘não’, dela ou do partido, mas sua justificativa é inquestionável: a Reforma da Previdência realmente está sendo discutida internamente.

Se reportei o silêncio, e escrevi que Anabel estava "não em cima, mas atrás do muro", o que rendeu até citação na nota, a explicação da presidente, por justa, me satisfaz. Não é fake o interesse no diálogo.

– É necessário fortalecermos o diálogo na política ou não há política – conclui a professora, o que aplaudo sobre este, ou qualquer outro tema.

Reputo um posicionamento adequado frente ao pacote apresentado pelo prefeito Luiz Zaffalon (MDB) como ‘a reforma das reformas’ para garantir os investimentos por 20 anos e as aposentadorias do funcionalismo municipal, o que detalhei em artigos como Uma Reforma da Previdência para salvar não só aposentadorias, mas investimentos por 20 anos em Gravataí; A Falha de San Andreas.

Tanto que em Os ’contras’ à ’reforma das reformas’ de Gravataí; De heróis a vilões, ainda sem alternativa ao projeto de Zaffa critiquei Dimas Costa e seu PSD por, sem apresentar alternativa, já anunciar o voto contrário. 

Politicamente a nota – mesmo que Bino já tenha assinado a ‘placa-compromisso’ que garante os 14 votos para aprovação da Reforma, e Anabel e Thiago De Leon sejam alvos da pressão do sindicato dos professores para definir posição contrária do PDT – tira o partido, e Dilamar Soares, dos Grandes Lances dos Piores Momentos, ao dar o devido tamanho ao debate (interno e externo) sobre os projetos.

Estudioso do tema e um dos primeiros a alertar para o rombo previdenciário bilionário em seus discursos na Câmara, o vereador mostra saber a necessidade da aprovação e, com um eventual voto a favor, pode representar a chancela política e técnica para demonstrar que a Reforma está acima de disputas partidárias e/ou eleitorais; e também de vaidades políticas.

Isso mesmo sem ter seu nome na ‘placa-compromisso’, ou um CC sequer na Prefeitura – o que garante a independência a Dila e, na narrativa da Reforma como salvação dos investimentos em Gravataí, um voto de responsabilidade que, por sua representatividade, 'salvaria' o voto de Bino.

Ao fim, concluo como antes e seguirei alertando, até ser convencido do contrário – e para isso o Seguinte: está aberto ao contraditório: a previdência é uma ‘Falha de San Andreas’. Só que a cada ano as placas tectônicas se abrem mais. Como está, vai engolir Gravataí, com funcionalismo & tudo.

É a realidade que se impõe, mesmo que ao pagar uma conta que já pagou, o funcionalismo experimente um fim de mês ainda mais perpétuo.

É a ‘ideologia dos números’.

 

Assista Zaffa entregando a Reforma à Câmara

 

 

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