crise do coronavírus

Milionário Hospital de Campanha de Cachoeirinha fecha fim do mês; Bolsonaro e o câncer que causa tabagismo

HC de Cachoeirinha realiza média de 100 atendimento diários em pacientes sob suspeita da COVID 19

Sem ajuda do governo federal Cachoeirinha fecha o Hospital de Campanha no fim de fevereiro. O secretário da Saúde Juliano Paz confirmou ao Seguinte: a falta de recursos. Gravataí também deve desativar o HC. O secretário Régis Fonseca não atendeu a reportagem até o fechamento deste artigo.

O custo mensal do HC de Cachoeirinha é de R$ 1 milhão. Nos 10 meses de funcionamento, e mais de 16 mil atendimentos entre abril e janeiro, o custo foi de R$ 10 milhões. O repasse total do governo Jair Bolsonaro para o município foi de R$ 16 milhões, em quatro parcelas, para compensar as perdas com ICMS que chegam a R$ 50 milhões.

Os recursos não eram exclusivos para os 40 leitos, 20 deles de UTI, com 10 respiradores.

– Não temos mais fôlego – lamenta Juliano Paz.

Um novo modelo de internações está sendo preparado pela Prefeitura. Na UBS Odil Silva de Oliveira, que fica ao lado do ginásio da Fátima, onde funciona o HC, terá 12 leitos ambulatoriais. Internações mais grave serão encaminhadas ao Hospital Padre Jeremias e a outros hospitais de referência na região, litoral ou interior, como já acontece atualmente.

O governo de São Paulo ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que o governo federal Bolsonaro volte a subsidiar leitos. No Brasil, a queda no número de leitos custeados pelo governo federal caiu de 10 mil em dezembro para 3 mil em fevereiro.

A conta da Saúde também cresceu para estados e, principalmente, municípios. Os custos hospitalares, insumos e EPIs, como as imprescindíveis máscaras, tiveram aumento de em média 300% na pandemia.

Conforme o conselho nacional dos secretários da saúde, que nesta quarta entrou com ação no Ministério Público Federal, filtros para respiradores que custavam R$ 16 antes de março de 2020 hoje custa R$ 100; sedativos saltaram de R$ 500 para R$ 800 e caixas com 100 máscaras que custavam R$ 5 estão sendo vendidas a R$ 40.

Já a vacinação não termina em menos de 19 meses. O secretário da Saúde de Cachoeirinha confirma a projeção que apresentei em Sem doses, Gravataí e Cachoeirinha vão demorar mais de um ano para vacinar; Hoje é 56 de dezembro de 2020.

– Recebemos 2.992 doses para um grupo de 30 mil pessoas.

Ao fim, o governo Bolsonaro se mostra especialista na logística da incompetência. Cachoeirinha, assim como Gravataí, e mostrei em Pandemia piorou em janeiro em Gravataí; O tsunami chegando, experimentam um platô de estabilidade de infectados e vidas perdidas da altura do Edifício Madri e do Morro do Itacolomi, respectivamente.

Lamentável é que os governos, e a campanha eleitoral também tem sua culpa, pelo exemplo, tenham decretado o fim da pandemia. No Ministério da Saúde a desculpa é que o ‘ano fiscal’ encerrou. Em nossa região, os indicadores são de bandeira vermelha, de alto risco, mas sob o nome de ‘cogestão’ as regras aplicadas são da bandeira laranja, de risco médio.

Afinal, todos precisam sobreviver.

É algo como dizer que o câncer provoca tabagismo.

 

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