política

Miki começa a pagar calote na previdência de Cachoeirinha; É o mínimo para defender reforma

Miki Breier é prefeito de Cachoeirinha em segundo mandato

Miki Breier (PSB) está comemorando o pagamento das obrigações patronais para o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais de Cachoeirinha (IPREC) após sete anos. A dívida já ultrapassa os R$ 150 milhões. Reputo é o mínimo para um prefeito que quer aprovar uma reforma da previdência, hoje barrada judicialmente.

– Os mais de R$ 7,5 milhões que foram pagos são referentes aos meses de janeiro a maio de 2021 dos profissionais da educação, sendo que nos próximos meses serão quitados mensalmente, tendo como previsão o pagamento anual em torno de R$ 22 milhões, conforme Orçamento Municipal – explica o prefeito.

Preocupa-me a engenharia financeira.

Parte do pagamento em dia só está sendo feita devido ao superávit obtido ao final do exercício de 2020, quando o governo Jair Bolsonaro, que erra até quando tenta acertar, enviou mais dinheiro do que municípios perderam com a pandemia.

Só que o socorro não se repetiu em 2021.

Em Gravataí, calote semelhante de governos nos anos 2000 ajudou a compor um rombo atuarial de R$ 1 bi na previdência.

De 2013 até agosto a Prefeitura terá pago cerca R$ 300 milhões, entre dívidas com o instituto de previdência (IPG) e alíquotas complementares para garantir as aposentadorias. Com a aprovação da reforma municipal, a economia será de quase meio bilhão nos próximos quatro anos, como tratei em artigos como Aprovada Reforma da Previdência de Gravataí: ’Outsider’ Zaffa deu aula de política; ‘É vitória da sociedade’Uma Reforma da Previdência para salvar não só aposentadorias, mas investimentos por 20 anos em Gravataí; A Falha de San Andreas e A vitória política do governo Zaffa com aprovação da Reforma da Previdência de Gravataí; Entre o milagre e a cruz.

A reforma de Cachoeirinha, apesar de aprovada em primeiro turno em maio, hoje está ameaçada. Além da ação do sindicato dos municipários (Simca) que conseguir adiar a votação em segundo turno, há a guerra política na Câmara entre oposição e ‘situação A, B, C…’.

Se Miki não conseguiu apoio de 9 entre 17 vereadores para barrar a nova tentativa de golpeachment da qual é vítima, pode não conseguir repetir os 12 votos necessários para aprovação da reforma em segundo turno – quórum qualificado que é necessário para aprovação da emenda à Lei Orgânica Municipal que é um Control C + Control V da reforma nacional e amplia o tempo de serviço e contribuição em 5 anos para homens e 7 para mulheres.

Não seria nada surpreendente na ‘República da Chinelagem’, como trato em A ’República da Chinelagem’ já decidiu cassar Miki e Maurício em Cachoeirinha; Saída é a ’loteria de toga’, com alguns políticos incapazes e outros capazes de tudo, cuja obsessão é tomar a Prefeitura de assalto junto a seus garotos de programas online.

Fato é que, assim como Gravataí, a previdência é uma ‘Falha de San Andreas’, que pode engolir Cachoeirinha com funcionalismo & tudo.

E inegável é que com a reforma o fim de mês dos servidores será perpétuo por mais tempo, mas as aposentadorias serão garantidas, assim como a possibilidade de a Prefeitura voltar a contrair financiamentos para investir na cidade.

É a infeliz ‘ideologia dos números’, a realidade que se impõe frente às extremas inconsequências.

Que os vereadores tenham a responsabilidade que governantes não tiveram com a previdência.

 

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