opinião

Marco Alba aposta no governo bom

Convenção do MDB mostrou que partido comprou ideia do prefeito de defender governo, não nomes

Identifico uma aposta de Marco Alba para 2020.

A condução de Sônia Oliveira à presidência do MDB de Gravataí, neste sábado, em uma eleição de consenso, é mais uma confirmação.

É que o discurso do prefeito já virou slogan do partido, e até de lideranças mais ansiosas – invariavelmente, os políticos.

Explico.

Todo mundo é alguma coisa, na nova composição da direção do partido do governo e que comanda a maior prefeitura da sigla no Rio Grande do Sul.

E não se falou na sucessão!

Ah, mas eleição é só em outubro do ano que vem, dirão neófitos. Sim, mas na política, e entre os políticos, a virada do cada réveillon de ano de eleição já é tiro de largada.

Acontece que Marco Alba conseguiu convencer o partido, pelo menos publicamente, que tratar de nomes agora não ajuda em nada. No que parece certo: não só porque não esfria o próprio café, para muitos prefeitos que não são candidatos à reeleição, como ele, já servido de colherinha; mas também porque o MDB não tem nenhum nome incontestável.

A gestão Marco Alba é o nome do MDB.

Pesquisem.

2020 é uma eleição sem nomes incontestáveis, por ser a primeira, desde os anos 80, em que o GreNal da Aldeia, Marco Alba versus Daniel Bordignon, não terá um ou outro nas urnas, e sim nos bastidores.

Marco quer testar o governo nas urnas, seja quem for seu sucessor. Em 2016, era apenas um pagador de contas. Concorreu quando diziam que ficaria na rabeira e era “o melhor cabo eleitoral da oposição”. Perdeu para Daniel Bordignon, mas, com a suspensão dos direitos políticos do adversário, mostrou o engenheiro político que é, atraindo Levi Melo, e ganhou a eleição suplementar de Rosane Bordignon, que tinha a seu lado Dimas Costa, agora também candidato a prefeito.

Já em 2020, Marco é um realizador – e isso quem anda por Gravataí ouve de diferentes pessoas, de classes sociais diversas, de interessados a interesseiros. As novas pontes do Parque dos Anjos se tornaram quase que um detalhe. Como Bordignon, no meio dos anos 2000, no auge da popularidade, Marco pode desafiar quem for a colocar um alfinete no mapa que tem na parede do gabinete para que ali exista alguma obra ou intervenção de seu governo.

Mas, por óbvio, a eleição no MDB, mesmo que pró-forma, como avisei nos artigos Sônia Oliveira, presidente de unidade no MDB de Gravataí e Sônia Oliveira vai comandar MDB; e o sucessor de Marco Alba?, soltou a fofoca e as especulações no micromundo da política:

– Se Sônia é a presidente, e é uma das pessoas em quem Marco mais confia, então é ela a candidata?

– Se o vice-prefeito Áureo Tedesco é vice-presidente, então será ele o outsider escolhido por Marco para ser o candidato alheio à política?

– Se Jones Martins é o outro vice, então o deputado federal pode ser o candidato da política?

Some a isso todos os vereadores terem sido contemplados com postos na direção, além de Patrícia Alba, como secretária geral, mais por presidente das mulheres do MDB gaúcho do que por primeira-dama.

Na verdade, Marco insiste em submeter ao julgamento das urnas não um nome, mas seus oito anos de gestão. E em seu melhor momento, registre-se. Pode até não ganhar, não ver eleito o seu ou a sua candidata. Afinal, Política é igual Justiça, injusta para alguém, quando não para todos.

Ao fim, Marco Alba parece apostar que ganha a Prefeitura em 2020 porque o governo é bom.

Bom é. Ganhará? Veremos às 18h de 4 de outubro de 2020.

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