política

Luisão preside PSB de Gravataí: ’Queremos estar na chapa com MDB em 24’; Paulo candidato e ET de Spielberg

Luis Stumpf, o Luisão, assumiu a presidência do PSB de Gravataí neste sábado por unanimidade

Como a personagem é estudiosa da ufologia, vou usar a analogia para descrever o novo presidente do PSB de Gravataí: Luis Stumpf seria ET, o extraterrestre bonzinho de Steven Spielberg, e não um alien de Guerra dos Mundos, de H.G. Wells.

Quando o partido está em crise, ou se busca um nome de consenso, a unidade é traduzida no atual secretário de Assistência Social e seu perfil conciliador.

Com apenas 50 anos, Luisão, filiado desde 90, é hoje o militante ativo mais antigo do partido na aldeia e assume a presidência pela quarta vez, neste ano por unanimidade, numa parceria sempre difícil entre os vereadores Paulo Silveira e Carlos Fonseca.

A convenção de sábado foi concorrida, confirmou candidatura local à Assembleia Legislativa e teve como novidade a condução à vice-presidência de Cristiano Kingeski, ex-vice-prefeito de Rita Sanco (PT), vítima do golpeachment de 2011.

Siga trechos da entrevista na qual o novo presidente socialista fala ao Seguinte: sobre questões partidárias, ‘pautas-bomba’ do governo Zaffa, ‘Fora Bolsonaro’ e a polêmica da vez: o afastamento de Miki Breier, prefeito na maior cidade administrada pelo PSB no Rio Grande do Sul.

 

Seguinte: Presidente por unanimidade.

Luisão – Com muita honra. É uma construção que fizemos ao lado de dirigentes e filiados, com a articulação dos nossos vereadores (Paulo Silveira e Carlos Fonseca).

 

Seguinte: Recebi críticas na convenção por projetar apenas 30% de chance de Paulo Silveira ser candidato a vereador, no artigo de sábado A um ano da eleição, quais as potenciais candidaturas de Gravataí a estadual e federal; O ’nós contra eles’ de 24.

Luisão – Sim, Paulo é 100% candidato. Estamos há meses trabalhando na candidatura, temos uma coordenação, eu e Cristiano Kingeski). Consolidamos o plano nesta convenção, com a presença de nosso presidente estadual, Mário Bruck, assim como a manutenção do vereador na executiva estadual.

 

Seguinte: A candidatura de Beto Albuquerque a governador não sofre um abalo com o afastamento do prefeito Miki, de quem é notoriamente próximo?

Luisão – A candidatura do Beto anima todo partido. Ele é uma pessoa acima de muitas questões, inclusive do partido. É um grande articulador, já está se aproximando de outros partidos e, nas pesquisas internas, aparece muito bem a um ano da eleição. É claro que preocupa quando uma notícia dessas aparece, deixa muita gente com o pé atrás, mas o partido ainda está buscando informações. Precisamos ter acesso às investigações para emitir alguma posição. O partido em Cachoeirinha emitiu nota.

 

Seguinte: Acreditas na inocência de Miki no escândalo que analiso em Prefeito de Cachoeirinha alvo de cassação: apresentado golpeachment 3.0 contra Miki; 24h sem provas públicas da corrupção O assassinato da reputação política de Miki; Prefeito de Cachoeirinha é afastado e chefe do MP fala em mesada e malas de dinheiro?

Luisão – É uma questão difícil. Foi muito forte a manifestação do chefe do Ministério Público, mas é preciso analisar as provas quando se tornarem públicas. Temos o exemplo clássico de Lula, condenado, preso e agora com todas as condenações canceladas em primeira e segunda instância.

 

Seguinte: A convenção foi concorrida, com a presença do prefeito Luiz Zaffalon (MDB), do ex-prefeito Marco Alba (MDB), do presidente da Câmara Alan Vieira (MDB) e de vereadores como Dilamar Soares (PDT). O plano é montar um ‘partidão’, atrair parlamentares que hoje estão em outras siglas, e participar da chapa majoritária na disputa da Prefeitura em 24?

Luisão – Todo partido disputa poder. Sempre buscamos o crescimento do partido e estar no governo ajuda, mas também aumenta nossa responsabilidade. Estamos observando o cenário, conversando com lideranças, vereadores ou não. Já trouxemos novos filiados nas últimas semanas. Queremos ser um parceiro forte do MDB em 24 e tudo passa por 22, onde seremos representados pela candidatura do Paulo a deputado.

 

Seguinte: Como avalias o governo Zaffa?

Luisão – Muito bom. Além do governo continuar realizando obras e ampliando serviços como o anterior, tem grandes perspectivas de investimentos para os próximos anos e mantém uma visão para área social com a qual comungamos. É um governo que ajudamos a eleger e nos sentimos pertencentes.

 

Seguinte: A oposição critica o orçamento para assistência social no Plano Plurianual (PPA) 2022-25.

Luisão – É uma tese furada. A oposição deveria buscar as informações corretas. Pontualmente criticam termos incluído apenas R$ 1,2 mil para cestas básicas, mas é um valor simbólico. Mensalmente estamos comprando 1060 cestas básicas. Há algum tempo eram 100. Mas sempre estamos disputando orçamento para área social. É nossa vocação. Aproveito para anunciar que estamos retomando a construção do sexto Cras, na Morada do Vale, que devemos inaugurar até fim do ano, retomamos o departamento de promoção social, com confecção de currículo, encaminhamento para trabalho, mural de oferta vagas, estágios e cursos profissionalizantes. No PPA temos projetos para quatro anos, construídos junto ao corpo técnico, aos servidores. É uma máxima batida, mas não só damos o peixe, ensinamos a pescar.

 

Seguinte: Uma das ‘pautas-bomba’ do ano foi o subsídio de R$ 5 milhões para a Sogil manter a passagem congelada e indenizar perdas na pandemia. Paulo Silveira tem defendido na Câmara subsídios que levem à tarifa zero. É uma bandeira do PSB?

Luisão – É uma discussão do partido em nível nacional. O próprio prefeito fala que é preciso rediscutir o modelo do transporte coletivo, que está vencido no país inteiro. O ideal seria chegar à tarifa zero. É um debate que buscamos contribuir dentro do governo.

 

Seguinte: O PSB sempre teve ligação com o funcionalismo. Na aprovação da reforma da previdência, foi feito acordo com o prefeito para antecipar reposição salarial para o início de 22, já que com o socorro federal aos municípios prefeitos restavam impedidos de negociar dissídio neste ano?

Luisão – É um debate que fazemos no governo.

 

Seguinte: O PSB ainda participa do governo Eduardo Leite com o secretário de Obras José Stédile.

Luisão – Além da educação não ter avançado em nada, essa segunda metade do governo Leite é muito privatista, uma política com qual não concordamos. Privatizar a Corsan, a água, para nós é absurdo. O governador ajustou contas, fez suas reformas, mas, na prática, o que entregou aos gaúchos? Duplicou a ERS-118, mas ainda falta a elevada de acesso da Centenário ao Distrito Industrial de Gravataí e outras alças, passarelas e obras de arte importantes. E tem nossa crítica investir mais de R$ 400 milhões na obra e entregar para iniciativa privada explorar pedágios.

 

Seguinte: O PSB é ‘nem-nem’, nem Lula, nem Bolsonaro?

Luisão – O partido é anti Bolsonaro. Somos oposição ferrenha. O presidente não estará em nenhum palanque do PSB nacional. Estamos participando da construção de uma frente de centro-esquerda. Paralelamente estamos discutindo teses nas convenções municipais para levar aos congressos estaduais em novembro e ao nacional em março, quando faremos uma autorreforma nas pautas e estatuto partidário.

 

Seguinte: Uma pergunta pessoal: como está o estudo da ufologia, do qual és um entusiasta e reportamos na reportagem em texto e vídeo O homem que viu ovnis (fomos ao local do avistamento?

Luisão – Sigo participando de grupos com ufólogos do Brasil e de outros países. É uma pauta que gosto muito, principalmente os agroglifos, aqueles sinais que aparecem em plantações.

 

 

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