opinião

Lazzarotto, candidato a prefeito pelo PT, é filiado ao PP; a lacração de Volnei

Jeferson Lazzarotto é o candidato a prefeito de Cachoeirinha pelo PT

No dia D da II Guerra Aldeana, entre Sérgio Stasinski e Daniel Bordignon (a I Guerra foi entre Abílio dos Santos e ‘Os Oliveiras’), a manchete que dei foi “Partido partido”, uma analogia sarcástica ao refrão de campanha “Partido Partido | É dos Trabalhadores”.

Em Cachoeirinha, os petistas também repetem o refrão.

Um empolgado presidente David Almansa postou em seu perfil de Facebook que o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Jeferson Lazzaroto, que filiou ao partido por obra de Ana ‘A Maior Esquerdista de Cachoeirinha’ Fogaça, foi o único inscrito e é o pré-candidato à Prefeitura nas eleições 2020.

A postagem você lê clicando aqui.

Volnei Borba, até então cotado para disputar a indicação em prévias, logo fez post, que você lê clicando aqui, onde explica a desistência – e lacra:

– Hoje, diferentemente de 2012, uma parte da direção do PT de Cachoeirinha entende que buscar um pré-candidato a prefeito de fora e de outro partido é a alternativa mais viável. Cabe registrar que não é da cultura política do PT a busca de candidaturas de fora, haja vista que temos em nossos quadros lideranças que poderiam muito bem representar o nosso projeto político – escreve, se referindo à eleição de 2012, no qual com 12.613 votos ficou no segundo lugar, atrás do prefeito reeleito Vicente Pires (PSB).

Como assim, ‘candidato de outro partido’?, o leitor pode estar se perguntando.

Volnei explica, e vai além:

– Tomo essa decisão muito difícil de declinar na disputa, pois me deixa numa situação extremamente desconfortável em disputar as prévias com uma pessoa que embora eu respeite, continua filiado formalmente ao PP há mais de 28 anos, portanto. Meu nome não será mais empecilho para a unidade partidária. Tenho dito.

Fui ouvir um surpreso Almansa.

– O Jeferson é o candidato. O prazo encerrou dia 3. Na reunião, inclusive com a presença das correntes ligadas ao Volnei, ninguém contestou – explica, informando que nesta quarta a direção nacional decidiu que calendários eleitorais acordados nos municípios devem ser cumpridos.

– Nosso diretório tinha aprovado as datas por unanimidade.

O presidente lembra que na mesma reunião que definiu prazo entre 16 de dezembro e 3 de fevereiro para inscrição de pré-candidatos, uma prévia tinha ficado agendada para 29 de março.

– Sempre é melhor uma escolha consensual, sem prévias. Mas estamos na segunda gestão e sempre garantimos esse direito, que é de todo filiado, e evita que, por vezes, forças que tenham maioria no diretório não permitam candidaturas com mais apoio na base.

Almansa lembra 2015.

– O próprio Volnei foi prejudicado, quando o diretório decidiu por uma candidatura sem prévias.

À época, Aline Cruz, hoje próxima a Volnei, foi a candidata a prefeita.

O presidente lamenta o ataque contra Jeferson Lazzarotto.

– O Jeferson foi filiado ao PP pelo pai, Saul (que dá nome ao plenarinho da Câmara de Cachoeirinha), mas nunca militou no partido. É um cara de esquerda, que vota no Lula desde 89.

Sobre o nome do candidato aparecer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como filiado ativo no PP – e também no PT, registre-se – Almansa minimiza:

– Todo mundo sabe que vale a filiação no PT e só não foi atualizada a desfiliação do PP pela lentidão do sistema do TSE. É uma falsa polêmica – argumenta, sobre o outsider que nunca concorreu a mandatos políticos.

– O partido está focado em compor com o PCdoB e o PSOL, e retomar nosso tamanho histórico no legislativo, quando sempre tínhamos três vereadores – conclui.

Fato é que as relações não são boas no PT, como já tratei em artigos como Volnei para prefeito; ’Partido-partido, é dos Trabalhadores’Ana para incendiar eleição; os outsiders na ferradura, BOM, enquanto durar; os riscos para bloco de oposição em CachoeirinhaLuta de classes no PT Cachoeirinha?; Almansa defende BOM, e É o PT com cara de povo, pobres, negros, mulheres e LGBTs, diz Almansa, eleito presidente.

Ao fim, não só, mas muito pelo contrário, já que na política é regra e não exceção: ‘partido, partido, é o dos trabalhadores’.

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