opinião

Infelizmente, reforma da previdência de Gravataí não será mamadeira de piroca na eleição 2020

Prefeito Marco Alba estuda reforma em seu último ano de governo

Como na Reforma da Previdência deputados federais e senadores foram Pilatos e a crucificação do servidor público nos municípios terá que ser feita pelos prefeitos, a ‘pauta-bomba’ de 2020 em Gravataí será a ‘reforma da previdência municipal’.

Com uma alíquota complementar gigante, paga pela Prefeitura para garantir as aposentadorias dos servidores públicos pelos próximos 15 anos, como tratei em artigos como Previdência custará 30 Pontes do Parque até 2022; Marco Alba fará reforma?, o envio de um projeto à Câmara está nos planos de Marco Alba (MDB).

O prefeito já admitiu, na entrevista de fim de ano ao Seguinte:Marco Alba está feliz; siga em vídeo e entrevista.

Hoje, uma consultoria contratada pela Prefeitura estuda o cálculo atuarial bilionário do IPG, o instituto de previdência municipal, para calcular a necessidade, ou não, de mexer na contribuição dos funcionários públicos ativos e inativos.

Se o prefeito encaminhar um projeto, o fará em fevereiro. Os sindicatos já estão em alerta.

Inegável que não será fácil, para não dizer improvável, o governo aprovar, em um ano eleitoral, um projeto que é impopular para pelo menos 5 mil servidores, que vão de professores e merendeiras a operários e procuradores de mais altos salários.

Como acontece com o magistério no Estado, é greve certa, servidores na rua e bafo nas sessões da Câmara. Marco Alba pode se caracterizar pela coragem e por não ser um político ‘caça-cliques’, mas está no segundo mandato e não concorre em 2020, diferente dos atuais vereadores, que precisam de votos para reeleição.

Pode não significar nada, e a falência dos partidos indica que realmente não faça diferença alguma, mas entre governo e oposição de Gravataí o PDT é quem estaria mais confortável para votar contra – e subir no palanque para discursar.

É que os deputados do partido – da candidata a prefeita Anabel Lorenzi, e de Rosane e Daniel Bordignon – votaram contra o projeto do governador Eduardo Leite (PSDB) que modifica a contribuição previdenciária de servidores públicos e foi aprovado pela Assembleia Legislativa em dezembro com 38 votos a favor e 15 contra.

Parlamentares do PSD e do PSB, de Dimas Costa e Paulo Silveira, também pré-candidatos à Prefeitura em 2020 pela oposição, votaram a favor, junto ao MDB de Marco Alba e aliados como PSDB, DEM, PP, PTB e Republicanos.

Dimas já anunciou que vota contra qualquer projeto de reforma previdenciária. Mas e Evandro Soares (DEM), seu vice? E Jô da Farmácia (PTB), seu apoiador? E Paulo e Carlos Fonseca, como votam se o PSB entrar no governo Marco Alba? E como votaria Airton Leal, fidelíssimo ao prefeito, mas cujo PV ao qual é filiado divulgou nota contra a reforma de Eduardo Leite? 

Ao fim, é ‘pauta-bomba’ porque a conta estará na mesa do próximo governo, tenha sido eleito o candidato à sucessão apoiado pelo prefeito Marco Alba, ou sentem na cobiçada cadeira do segundo andar do palacinho ocre da José Loureiro oposicionistas como Anabel e Dimas.

Se os candidatos falassem apenas a verdade nas eleições, e tratassem com responsabilidade temas polêmicos com a previdência, talvez o momento mais adequado para votar o projeto fosse o primeiro ano do próximo governo, com o aval das urnas para a mudança, a partir de um debate transparente na campanha.

Mas alguém acredita que alguém falará sobre isso na eleição, seja para dizer 'sim' ou 'não', 'é necessária' ou 'não é necessária'?

Se na aldeia 2020 repetir 2018, ouviremos mais sobre a ‘ferradura ideológica’ do que sobre a ‘ideologia dos números’.

Ao menos, ainda não apareceu nenhuma mamadeira de piroca.

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