crise do coronavírus

Gravataí em ’absoluto alerta’ com explosão da COVID; Bandeira vermelha e hospital só para casos graves

Dom João Becker, administrado pela Santa Casa, é o único hospital de Gravataí

Por mais de 48h recebendo apenas pacientes em estado grave no Hospital Dom João Becker, que é a principal porta de urgência e emergência para pacientes com sintomas respiratórios, Gravataí está em “absoluto alerta”, na advertência feita ao Seguinte: pelo secretário da Saúde Jean Torman, na manhã deste sábado.

– A rede primária de saúde já sente os efeitos da busca mais intensa por pacientes com sintomas respiratórios – acrescenta, evidenciando projeção que tratei em UTIs de Gravataí lotadas como nunca; a ’eleição’ e o verão da COVID.

O secretário confirmou que a Prefeitura não vai recorrer da reclassificação para a bandeira vermelha, de alto risco, condição que passa a valer a partir da próxima terça, como detalhei na noite de ontem em Vermelhou: Gravataí, Cachoeirinha e todo RS sob ataque da COVID; Só vá ao Becker se estiver morrendo.

– Ou os protocolos sanitários são cumpridos, ou poderemos ter mais restrições às que a bandeira vermelha imporá a todo Estado a partir de dezembro. O pior ainda não passou. Não temos tratamento eficaz para curar de maneira absoluta e nem vacina para imunização, além das redes de saúde pública e privada, mesmo somadas, não darem conta da demanda – apela.

Jean compartilha alerta à rede hospitalar, pública e privada, feito hoje pela Secretaria da Saúde do Estado e o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (COSEMS). A nota, assinada pela secretária Arita Bergmann e pela presidente do Cosems Cláudia Daniel, observa que a proximidade do final de ano e do veraneio aumenta o alerta por ser “período normalmente já conturbado no setor hospitalar”.

Siga as orientações, como, por exemplo, a suspensão de cirurgias eletivas, o que está sendo analisado pela rede Santa Casa e, abaixo, concluo.

1. Envidar esforços para reativar estruturas e equipes para internações Covid nos patamares anteriores quando do primeiro pico da Pandemia.

2. Inocorrer redução da força de trabalho no período de final de ano e verão, organizando suas equipes para este fim;

3. Avaliar a suspensão, se necessária, de cirurgias eletivas, ou seja, aquelas que possam ser adiadas e/ou reprogramadas sem prejuízo a saúde do paciente, de acordo com o monitoramento da evolução da epidemia estabelecido pelo Distanciamento Controlado (Decreto Estadual nº 55.240/2020) e em comum acordo com a SES;

4. Garantir o acesso dos pacientes em situações de urgência e de situações graves, especialmente na área de oncologia e cirúrgicas em geral, evitando a diminuição da sua capacidade de atendimento;

5. Garantir o acesso dos pacientes graves Covid e não-Covid, especialmente a leitos de UTI, destinando todas as estruturas e equipes para a internação adotando todas as medidas de isolamento possíveis.

6. Manter atualizadas, diariamente, as informações de ocupação de pacientes e disponibilidade de leitos no Dashboard de Leitos da SES.

Ao fim, só não está pior porque Gravataí e Cachoeirinha não fecharam seus hospitais de campanha com leitos clínicos e de UTIs covid abertos durante a pandemia.

Mas preparemo-nos para o abre-e-fecha. Porto Alegre já prepara medidas mais restritivas, como a redução do horário de funcionamento sobretudo de restaurantes, bares e festas.

Sem torcida ou secação, é a virulenta realidade.

(igual a tanta gente ‘eleita’ nos últimos dias, nesta madrugada saiu resultado de meu exame para COVID: “detectado”).

Participe de nossos canais e assine nossa NewsLetter

Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Conteúdo relacionado

Receba nossa News

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade