crise do coronavírus

Gravataí abre leitos na explosão da COVID; Zaffa e Miki ’botam os deles na reta’

Prefeito Luiz Zaffalon fez apelo por ajuda da comunidade para cumprir protocolos sanitários

O prefeito anunciou na noite desta terça a abertura de mais 12 leitos para atender paciente com COVID em Gravataí, o que se soma às 10 UTIs do Hospital de Campanha, 10 do Dom João Becker/Santa Casa e 15 leitos de retaguarda no Pronto Atendimento 24h. Aplausos, mas reputo como o principal momento da live o apelo feito prefeito ao ‘espírito de comunidade’.

CLIQUE AQUI para acessar o novo decreto que também foi apresentado na transmissão ao vivo pelo secretário da Saúde Régis Fonseca, e publicado no Diário Oficial da Prefeitura, com as regras para atividades não essenciais do município na chamada cogestão, que flexibiliza a bandeira preta dos indicadores para vermelha.

CLIQUE AQUI para acessar ao decreto de Cachoeirinha.

O resumo já antecipei nesta tarde em Como fica o ’lockdown à Gravataí’; O BBB e a Karol Concá.

 

Assista a live e, abaixo, sigo.

 

Sigo eu.

Reputo o apelo do prefeito à colaboração da comunidade como o principal momento da live porque Zaffa “colocou o dele na reta” por seus munícipes – e permitam-me a expressão chula, porque ela é indubitável.

O fez, assim como os colegas da Grande Porto Alegre, como Miki Breier, em Cachoeirinha, quando reivindicou a cogestão que permitiu descolorir a bandeira de preta para vermelha.

Zaffa chamou o CEP da responsabilidade por uma explosão da pandemia – e inevitáveis vidas perdidas – para o palacinho ocre da José Loureiro da Silva. Assim como Miki chamou a potencial tragédia para o pombal, ali do lado do Mato do Julio, onde funciona a Prefeitura.

Já o governador Eduardo Leite preferiu dar discurso para a RBS se dizendo contra flexibilizar as regras e, horas depois, frente aos prefeitos, lavar as mãos, como tratei em Pilatos 2.1 : Responsabilidade é de Zaffa e Miki; Leite passou a prefeitos a bandeira da COVID.

Política.

Fato é que Zaffa e Miki tem a preocupação com as pessoas que, caso um lockdown fosse decretado, não teriam como buscar o, nas palavras dos dois, “ganha pão”.

Não esqueçamos de lembrar que o auxílio emergencial do governo federal foi pago quando tudo foi liberado e, agora, quando tudo precisa fechar, foi extinto sob a desculpa de que acabou o dinheiro.

Mas inegável também é que o comitê científico do Distanciamento Controlado do RS e as direções dos hospitais públicos e privados defenderam em notas que as regras mais restritivas da bandeira preta são necessárias (por pelo menos uma semana) para segurar a velocidade do contágio – o que a ‘ideologia dos números’ demonstra.

Entendo Zaffa, Miki e outros prefeitos.

Sem torcida ou secação, são os fatos, aqueles chatos que atrapalham argumentos: os prefeitos de Gravataí e Cachoeirinha se colocaram no paredão. Se tudo der certo, preservaram a luta das pessoas pelo sustento. Se tudo der errado, são culpados por famílias enterrarem seus entes queridos sem velório e em sacos a vácuo.

Também não serão poupados caso a economia sofra pela depressão da perda de vidas.

Sei o que eu faria hoje, porque sou jornalista e não político. Seria sócio dos cientistas. Mas, outra vez reforço: compreendo os prefeitos.

Algo me diz que Zaffa e Miki gostariam de fechar tudo, porque sabem da necessidade de um lockdown. Ou, no mínimo, um mini-lockdown. Mas o que podem dizer os dois aos que os abordam no super, antes do ‘toque de recolher’ das 20h, e perguntam:

– Como vou botar comida em casa?

Triste.

Ao fim, torço por Zaffa, Miki e todos nós, em um estado onde, frente à uma crise secular, o governador transfere a presunção de culpa aos prefeitos e o mandatário maior é um deprimente da república.

Só não consigo entender uma coisa.

Voltar às aulas é um risco desnecessário!

Algo que, em um mês de suspensão da presença de professores e alunos nas escolas (o que representa um público de 100 mil pessoas entre os quase 500 mil habitantes de Gravataí e Cachoeirinha), poderia ser resolvido, com a retomada quando não estivermos em bandeira preta.

Romântico, imagino minha ídola irmã Jane convencendo o Sinepe a dar um tempinho na pressão.

 

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