opinião

Entendo a decisão hipócrita do PDT de expulsar vereadores Peixe e Demétrio; do #tbt ao hômi na kombi

Executiva do PDT decidiu encaminhar para o diretório pedido de expulsão de dois veredores

Apesar das auto-explicativas notas de 'acusação' e 'defesa', comento a polêmica do fim de semana: o pedido de expulsão dos vereadores Alex Peixe e Demétrio Tafras do PDT de Gravataí.

A decisão da executiva municipal do partido de Anabel Lorenzi e de Rosane e Daniel Bordignon, que usa como principal justificativa o descumprimento de posição do partido na eleição para a Presidência da Câmara, você lê clicando aqui.

A resposta de Peixe, você lê clicando aqui. Demétrio não se manifestou.

Antes, um pouco de contexto.

Peixe vai se filiar ao PSD de Dimas Costa. Votou junto com o candidato a prefeito na eleição para a mesa diretora da Câmara. Em candidatos de oposição. Nele, inclusive. Demétrio, que vai para o PSDB, fez ‘pior’: votou junto com o governo Marco Alba (MDB) e foi eleito integrante da mesa.

Entendo a posição do PDT.

Mas é hipócrita.

Além de inútil.

Entendo a opção por mostrar uma suposta unidade partidária, e dar um sinal aos pré-candidatos a vereador, em um momento de falência dos partidos. Que não é exclusividade do PDT. Na oposição, o ‘insípido, inodoro e incolor’ PSD, por exemplo, descrevo como ‘A Fazenda’, por reunir de esquerdistas a bolsonaristas. Votos de PDT e o PSB também merecem a denominação de ‘napoleão de hospício’. E no MDB os indícios são prefeito 'importar' um candidato de fora do partido para concorrer à sucessão. 

Mas a posição permite a crítica pela hipocrisia, já que o PDT receberá a filiação de Dilamar Soares (PSD) e Wagner ‘Tô de Olho no Buraco’ Padilha (PSB), na janela de março que permite a troca de partido sem risco de perder o mandato. O mesmo subterfúgio que Peixe e Demétrio usarão para concorrer por suas novas agremiações, PSD e PSDB, na eleição de 2020.

E, inegável é que Dilamar e Wagner, sem ser importunados pelos seus atuais partidos, já se comportam como políticos do PDT.

O PDT tem direito a tirar uma indicação de voto em sua direção e punir seus filiados rebeldes, aceite a justiça eleitoral ou não a ‘pena’ determinada. Afinal, pelo cociente eleitoral, ninguém em Gravataí foi eleito sem precisar do voto dos outros candidatos da sigla em 2016.

Mas inútil é a decisão porque não há tempo hábil para percorrer os caminhos – da Justiça Eleitoral de Gravataí, Tribunal Regional Eleitoral, Tribunal Superior Eleitoral e Supremo Tribunal Federal – para tomar de assalto o mandato de dois vereadores eleitos e dar posse aos suplente Josué Bitelo e Jarbas Tavares da Silva.

O efeito palpável da medida radical do PDT é que Anabel está nas manchetes, em um janeiro de ano eleitoral no qual suas redes sociais reproduzem mais #tbts do que agendas políticas – aí, é possível arriscar os motivos: ou são secretas e blindadas ao assédio dos adversários; ou o período é de apoiadores curtindo a praia e recarregando as baterias para a campanha, e a aposta dos pedetistas é no ‘Grande Eleitor’ Daniel Bordignon.

Ao fim, já é um clássico da política da aldeia a expressão:

– Espera o hômi subir na Kombi…

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