crise do coronavírus

Dr. Levi quer cloroquina no Hospital de Campanha de Gravataí; A tímida vacina

Levi, Zaffa e Weston, na Santa Casa de Gravataí

Levi Melo, o Dr. Levi, quer prescrição no Hospital de Campanha de Gravataí da cloroquina, o medicamento ‘receitado’ pelo presidente Jair Bolsonaro.

O vice-prefeito fez a defesa do “tratamento precoce” contra a COVID-19 – que inclui hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina e outras drogas, como zinco e vitamina D – em reunião ao lado do prefeito Luiz Zaffalon com o diretor médico do Hospital Dom João Becker/Santa Casa, Antônio Weston e o diretor clínico Fernando Issa.

– Há evidências clínicas da administração de um conjunto de medicamentos com resultados positivos para o tratamento precoce para a Covid-19. Assim, solicitei que a administração avalie como uma medida a ser adotada, como rotina, no Hospital de Campanha – postou o médico, também informando que se abordou no encontro a ampliação da emergência do SUS, a implantação do Centro de Cardiologia e a necessidade da aumentar a UTI Adulta e instalar uma UTI pediátrica/neonatal.

Perguntei ao Dr. Levi quais seriam as evidências clínicas, já que não há pesquisas com comprovação científica.

– Sei da tua posição. Mas há inúmeras meta-análises publicadas sobre os benefícios do tratamento precoce para o COVID-19. Como exemplo, o THE AMERICAN JOURNAL OF MEDICINE defende o tratamento precoce para a COVID na sua 1ª edição de 2021 – respondeu o médico vice-prefeito.

CLIQUE AQUI para acessar a publicação, em inglês.

Em 5 de julho do ano passado, o prefeito Marco Alba publicou decreto permitindo a médicos receitar o kit mas, salvo engano, não comprou os medicamentos, como reportei em Não vai ter helicóptero distribuindo Cloroquina pelos céus de Gravataí. No artigo concluo:

– Não é torcida ou secação. Só um psicopata não ficaria feliz caso existisse algum medicamento para ajudar infectados pela COVID-19 a superar essa terrível doença. Infelizmente, nenhuma pílula evitou mais de meio milhão de mortes no mundo.

Seis meses depois já chegamos a quase 2 milhões de mortes.

Ao fim, o médico é o Dr. Levi, não eu. Meu papel é informar o leitor sobre a desconfiança de especialistas de todo mundo sobre o “tratamento precoce”, assim como sobre sua defesa, e de outros especialistas; além de testemunhar que tratei a COVID na rede privada e antes de qualquer prescrição já pedi para não tomar medicações sem comprovação científica.

Espero assim seja para quem usa o SUS.

O que acho um erro estratégico é começar o governo tratando sobre a cloroquina, enquanto pouco se fala sobre a vacina. Ao menos publicamente, o prefeito Zaffa começa muito tímido na pauta da vacina, que não só é importante para a saúde das pessoas, como também para a saúde da economia.

 

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