opinião

Descontar por greve é direito legal de um Estado ilegal

Governador durante evento no Palácio Piratini, na manhã desta quinta-feira

Vamos às informações sobre a polêmica governo do Estado-Cpers e, ao fim, comento.

O governador não recuou e vai manter o corte de ponto dos professores que aderiram à greve iniciada em 18 de novembro. O objetivo de Eduardo Leite é evitar futuras paralisações.

– O governo insiste nessa posição em benefício da sociedade gaúcha, não apenas olhando para essa greve, mas para o futuro, para desestimular a prática grevista. Isso não significa desrespeito à greve. O direito de greve é preservado, dá condição aos profissionais, aos servidores, de terem seu contrato de trabalho preservado, sem que possam ser demitidos, mas não assegura remuneração –  disse o governador nesta quinta, no Palácio Piratini, conforme GaúchaZH.

Leite ameaça seguir descontando os salários dos professores que se mantiverem em greve.

– Se os professores não retornarem às aulas imediatamente, uma consequência eles terão: perder mais um mês de salário. Muita gente já tem um mês de salário perdido. Se não voltarem imediatamente, vão ter mais um. Quando o governo exige que trabalhem para concluir o ano letivo, não está exigindo nada mais do que o contrato de trabalho estabelece. Vão ter que usar o recesso para dar aulas.

A oferta do governador está mantida: o desconto gradual dos dias parados, nas folhas salariais dos próximos meses.

 

Analiso.

O governo tem o direito legal de não pagar os servidores que participam do movimento. Mas é um direito exercido por um Estado que comete há 49 meses a ilegalidade de atrasar e parcelar salários dos professores e outros funcionários públicos.

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